Opinião

NÃO TEM MAIS VOLTA? SÉRGIO GONÇALVES VAI À JUSTIÇA CONTRA LEI QUE BENEFICIOU ROCHA E ROMPIMENTO PARECE IRREVERSÍVEL!

Por Sérgio Pires — Opinião de Primeira

Acabooooouuuuuuu! Se ainda havia alguma chance de que Governador e seu Vice voltassem às boas, ela praticamente foi sepultada com o decisão de Sérgio Gonçalves recorrer à Justiça, contra um ato da Assembleia Legislativa, que emendou a Constituição e que permitiu que Marcos Rocha, quando necessário, governe de longe. Pode-se até contestar o ato dos deputados e a contestação é legítima. Mas quando a ação judicial, que é claramente um desafio ao Governador, é imposta por aquele que Marcos Rocha escolheu pessoalmente como vice, certamente tudo se encaminha para que se encerrem-se as conversas e as negociações políticas e não há mais diálogo possível, a não ser que ocorra um milagre. E todos sabem: na política não tem milagre!

Como a quebra de confiança já saiu das esferas palacianas e está no vozerio das ruas, existem poucas alternativas para Marcos Rocha, que já não pode contar com seu vice, aquele que ele escolheu a dedo. A primeira será o distanciamento total e absoluto, com a substituição de Sérgio Gonçalves na vital Secretaria de Desenvolvimento do Estado, onde, aliás, o  vice realiza um bom trabalho. A outra pode ser um enorme prejuízo para os planos do atual Governador. Como a perda de confiança no vice está mais do que clara, Rocha poderia concluir que não haveria  outro caminho, senão manter-se no mandato e não disputar o Senado.

Com muito apoio popular, seria um castigo imerecido para o Governador, que tem chances reais de ocupar uma das duas cadeiras no Senado da República.  Por extensão, a primeira dama e secretária da Seas, Luana Rocha, também seria prejudicada, já que, com o marido no cargo, não poderá disputar uma vaga à Câmara Federal, onde teria possibilidades reais de conquistar uma cadeira, até pelo trabalho muito positivo que tem realizado na ação social.

 É uma batalha onde todos perdem. Sérgio Gonçalves, que poderia ser Governador por seis meses e depois concorrer à reeleição, ficará fora do páreo, sem o aparato oficial e praticamente sem apoios políticos. Rocha e Luana correm o risco de perder uma possibilidade real de irem juntos para Brasília. O Estado como um todo perde, porque os dois, unidos, poderiam trabalhar muito mais pelas causas da população. Mas, infelizmente, não se sabe exatamente todos os reais motivos, a situação chegou a este ponto. Alguém de sã consciência acha que ainda tem volta?

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