PUNIÇÃO PESADA: Justiça condena 18 pessoas por esquema de tráfico que enviava drogas de RO para SP

Jornalismo – OMadeira
A Justiça de Rondônia condenou 18 integrantes de uma organização criminosa a penas que, juntas, ultrapassam 374 anos de prisão. Conforme a Polícia Federal (PF), o grupo mantinha uma estrutura de transporte de grandes carregamentos de drogas para outros estados brasileiros, com destino principalmente a São Paulo.
As condenações são resultado da Operação Carga Fria, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2022. As investigações apontaram que o esquema funcionou entre 2022 e 2024, utilizando uma estrutura logística para levar entorpecentes de Rondônia à Região Sudeste.
Durante as apurações, os policiais apreenderam aproximadamente 2,5 toneladas de drogas, entre cocaína, pasta-base e skunk. Uma das apreensões mais expressivas chegou perto de uma tonelada de entorpecentes.
Além do transporte de drogas, a organização também teria montado um mecanismo para esconder os lucros obtidos com as atividades ilegais. Segundo a PF, empresas do setor de transporte eram registradas em nome de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para dissimular a origem dos recursos. Uma autoescola adquirida com dinheiro do crime também teria sido utilizada nesse esquema.
No estabelecimento, os investigadores encontraram uma máquina de gravação a laser que, conforme a apuração policial, era usada na produção de lacres falsificados. O material fazia parte dos elementos reunidos durante a investigação sobre a estrutura do grupo.
As sentenças abrangem diferentes crimes, entre eles tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e fuga do local de acidente de trânsito. O tempo de prisão estabelecido para cada condenado varia de acordo com as infrações atribuídas individualmente.
A Justiça também determinou o confisco de bens relacionados às atividades criminosas, incluindo caminhões, semirreboques, automóveis, imóveis, joias e dinheiro em espécie. Empresas apontadas como instrumentos para ocultar patrimônio também foram atingidas pelas medidas patrimoniais, com destinação dos bens à União.
A investigação teve início após a prisão em flagrante de um motorista que transportava mais de meia tonelada de cocaína. A partir desse episódio, a Polícia Federal aprofundou as diligências, identificou outros envolvidos e mapeou a estrutura de distribuição e movimentação financeira do grupo.
Na fase operacional, autorizada pela 1ª Vara Criminal de Vilhena, foram expedidos 18 mandados de prisão preventiva e 38 de busca e apreensão. A ação mobilizou equipes em Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Paraná, ampliando o alcance das investigações para além do território rondoniense.
Imagem: MPRO




