DE VOLTA À PRISÃO: Vereador PT de São Paulo é preso novamente em investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC

O vereador Senival Moura (PT), de São Paulo, foi preso novamente na manhã desta quarta-feira (28) durante uma ação policial relacionada à investigação de um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O caso envolve a empresa de transporte coletivo Transunião, que opera linhas de ônibus na capital paulista.
A nova prisão ocorre pouco menos de três meses após o parlamentar deixar a cadeia. Ele havia sido detido em 25 de junho, durante a Operação Última Parada, mas conseguiu a liberdade em agosto por decisão judicial. Com o avanço das apurações e o encaminhamento do relatório final à Justiça, foram expedidas novas ordens de prisão preventiva.
Segundo as investigações, Senival seria um dos envolvidos em um esquema que utilizaria a estrutura da Transunião para movimentar e ocultar recursos de origem criminosa. A Polícia Civil e o Ministério Público também apuram a possível atuação de pessoas ligadas à empresa na administração financeira e na circulação de valores suspeitos. As acusações ainda serão examinadas no processo judicial.
Além do vereador, outros investigados foram alvos da operação. Entre os nomes divulgados estão Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, Osiel Bernardino Pinto e Fábio Fernandes de Souza. As autoridades também procuravam Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins, apontados como foragidos no comunicado inicial da operação.
O caso ganhou repercussão após a Polícia Federal? Não: a investigação é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em atuação conjunta com o Ministério Público paulista. A apuração busca esclarecer se a empresa de ônibus foi utilizada para ocultar recursos e favorecer atividades financeiras atribuídas à organização criminosa.
A defesa de Senival nega envolvimento com o PCC e com qualquer esquema de lavagem de dinheiro. O advogado Márcio Sayeg afirma que a prisão não apresenta fundamentação concreta suficiente e sustenta que a medida cautelar não pode funcionar como antecipação de pena. O parlamentar mantém a declaração de inocência, e a responsabilidade criminal dos investigados depende da análise judicial.
Foto: Afonso Braga/Câmara São Paulo




