Sistema penitenciário federal abriga 461 integrantes de 40 facções criminosas, revela levantamento

As cinco penitenciárias federais de segurança máxima do Brasil abrigam atualmente 461 detentos ligados a 40 facções criminosas, de acordo com um levantamento obtido por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). Entre eles, 159 são apontados como lideranças de organizações criminosas com atuação regional ou nacional.
As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. A relação inclui membros de grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho (CV), Família do Norte (FDN), Guardiões do Estado (GDE), Bonde do Maluco, além de outras organizações criminosas espalhadas pelo país. O levantamento também aponta a presença de integrantes da ’Ndrangheta, tradicional organização mafiosa originária da região da Calábria, na Itália.
As penitenciárias federais estão localizadas em Brasília (DF), Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO), e são destinadas a presos considerados de alta periculosidade.
Segundo a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), os internos são mantidos separados de acordo com a facção à qual pertencem, estratégia que busca evitar confrontos entre grupos rivais. Ainda conforme o órgão, não há registros de homicídios, rebeliões ou conflitos entre facções dentro do sistema penitenciário federal.
O relatório completo de inteligência não foi divulgado pelas autoridades, sob a justificativa de que contém informações estratégicas relacionadas ao combate ao crime organizado.




