SEGREDO NO ROMBO DO MASTER: STF PROÍBE OS BRASILEIROS DE SABEREM DETALHES E NOMES DE QUEM NOS ROUBOU

Por Sérgio Pires
Realmente, estamos vivendo tempos tenebrosos, governados por magistrados das cortes superiores, todos sem um só voto popular e que tomam decisões das mais estranhas. Aliás, muitas delas contrariando frontalmente a nossa Constituição, que agora é adaptada por eles e não tem mais valor, como antes, para o Brasil. Sem falar nas decisões inacreditáveis do 8 de Janeiro, com condenações baseadas em narrativas e penas que não são aplicadas nem a facínoras, agora entramos numa nova fase: o segredo de Justiça sobre notórias roubalheiras.
O ministro Dias Toffoli decidiu colocar amplo segredo secretíssimo sobre o grande roubo do Banco Master – até agora o rombo seria de mais de 6 bilhões de reais, mas pode chegar a muito mais – dias depois de viajar num jato particular a convite do advogado de um diretores do banco, preso e agora solto, com tornozeleira eletrônica. Este ligação irregular, por si só, deveria fazer com que o ministro se declarasse impedido de comandar o processo, mas depois que seu colega Alexandre de Moraes foi vítima, promotor e julgador de casos em que se disse ameaçado, vale tudo no STF.
O caso do Banco Master, em que seu principal executivo, Daniel Vorcaro, foi flagrado pela Polícia Federal tentando fugir do país e deixando um rombo impressionante no mercado financeiro, é sintomático. Colocar o processo sob segredo de Justiça impede que os brasileiros sejam informados de toda a trama, de toda a sacanagem, de todo o rombo impetrado contra o país. Toffoli, com sua decisão, diz claramente aos brasileiros que quem manda é o STF e que não interessa à opinião pública saber como, por quem foi roubada. Aos amigos, tudo. Aos inimigos, o peso da lei!
Advogado que nunca passou num concurso, Dias Toffoli tem como único e mais importante atributo ter sido advogado do PT e amigo das estrelas do partido. Se poderia esperar algo mais dele? Claro que não. Em contrapartida, certamente o ministro está sendo aplaudido por políticos de todos os tamanhos e autoridades em geral, muitas delas envolvidas nos rolos do Master e que não estavam dormindo direito, com medo de que seus nomes aparecessem no escândalo. Graças a Toffoli, todos estão tendo ótimas noites de sono.
Agora, o presidente do STF, o ministro Edson Fachin, aquele que propôs a soltura de Lula por ter sido julgado em instância incorreta (outro caso que o Brasil foi obrigado a engolir, por força da ditadura do Judiciário) diz que quer implementar um código de conduta para definir regras para os tribunais superiores. Será que alguém realmente acredita que o STF vai fiscalizar o STF? Oremos, apenas, pelo nosso futuro!



