Votação da escala 6×1 chama atenção para posição de Flávio Bolsonaro; veja como votaram os senadores

Jornalismo — OMadeira
Senador do PL-RJ apoiou a proposta nos dois turnos, apesar de críticas anteriores à tramitação. PEC foi aprovada por 75 votos a favor e um contrário em cada votação.
Brasília — O Senado Federal aprovou, em 14 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 221/2019), que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução gradual da jornada semanal máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial. Entre os votos favoráveis está o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que apoiou o texto nos dois turnos.
A votação ocorreu após o senador criticar anteriormente o momento escolhido para acelerar a tramitação da proposta. Segundo reportagens publicadas durante a semana, Flávio questionou o contexto político da discussão, mas anunciou apoio à mudança. O registro oficial do Senado confirma seu voto favorável nas duas etapas.
O resultado foi de 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contra. Não houve abstenções, e o presidente da sessão, Davi Alcolumbre (União-AP), não registrou voto nominal.
Como votou Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL-RJ): SIM no primeiro turno e SIM no segundo turno.
O senador participou da votação remotamente, enquanto cumpria agenda política no Rio Grande do Sul. Seu voto favorável consta nos dois mapas nominais publicados pelo Senado.
A posição parlamentar deve ser distinguida das críticas que o senador fez à tramitação da PEC e das discussões sobre eventuais mudanças futuras nas regras trabalhistas. O voto registrado se refere ao texto submetido à análise do Senado naquela sessão.
O que muda com a PEC
A proposta prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, e a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana. A transição começa com a redução para 42 horas semanais e, posteriormente, chega ao limite de 40 horas.
A escala 6×1 corresponde a seis dias de trabalho para um de descanso. Com a mudança prevista, a organização da jornada deverá garantir dois dias de repouso semanal, um deles preferencialmente aos domingos, conforme o texto aprovado.
Como votaram os senadores
A lista abaixo reproduz o registro nominal oficial do primeiro turno. Os votos do segundo turno tiveram o mesmo resultado geral, e Flávio Bolsonaro também votou “sim” nessa etapa.
Votaram SIM — 75 senadores
- Alan Rick
- Alessandro Vieira
- Ana Paula Lobato
- Angelo Coronel
- Astronauta Marcos Pontes
- Beto Faro
- Camilo Santana
- Carlos Fávaro
- Carlos Portinho
- Carlos Viana
- Chico Rodrigues
- Cid Gomes
- Cleitinho
- Confúcio Moura
- Damares Alves
- Daniella Ribeiro
- Dr. Hiran
- Dra. Eudócia
- Eduardo Braga
- Eduardo Gomes
- Efraim Filho
- Eliziane Gama
- Esperidião Amin
- Fabiano Contarato
- Fernando Dueire
- Flávio Arns
- Flávio Bolsonaro
- Giordano
- Humberto Costa
- Irajá
- Ivete da Silveira
- Izalci Lucas
- Jader Barbalho
- Jaime Bagattoli
- Jaques Wagner
- Jayme Campos
- Jorge Kajuru
- Jorge Seif
- Jussara Lima
- Laércio Oliveira
- Leany Lemos
- Lucas Barreto
- Luis Carlos Heinze
- Magno Malta
- Mara Gabrilli
- Marcelo Castro
- Marcos Rogério
- Marcos do Val
- Nelsinho Trad
- Omar Aziz
- Oriovisto Guimarães
- Otto Alencar
- Paulo Paim
- Plínio Valério
- Professora Dorinha Seabra
- Randolfe Rodrigues
- Renan Calheiros
- Renan Filho
- Renzo Braz
- Roberta Acioly
- Rogério Carvalho
- Romário
- Sargento Reginauro
- Soraya Thronicke
- Styvenson Valentim
- Sérgio Petecão
- Teresa Leitão
- Tereza Cristina
- Vanderlan Cardoso
- Veneziano Vital do Rêgo
- Wellington Fagundes
- Weverton
- Wilder Morais
- Zenaide Maia
- Zequinha Marinho
Votou NÃO — 1 senador
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Não compareceram no primeiro turno — 4 senadores
- Ciro Nogueira (PP-PI)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Rogério Marinho (PL-RN)
- Sergio Moro (PL-PR)
Ciro Nogueira compareceu e votou a favor no segundo turno. Os outros três também não tiveram voto registrado no segundo turno. Dr. Hiran votou a favor no primeiro turno, mas não compareceu ao segundo.
Davi Alcolumbre (União-AP) presidiu a sessão e, por isso, não registrou voto nominal.
Resultado e próximos passos
A aprovação em dois turnos registrou apoio de 75 senadores e um voto contrário em cada etapa. O texto prevê mudanças progressivas na jornada de trabalho, preservando os salários e estabelecendo dois dias de descanso remunerado por semana.
A posição de Flávio Bolsonaro está documentada nos dois registros oficiais: o senador votou a favor da PEC do fim da escala 6×1 nas duas votações.


