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“Ele pediu para não ser morto”: esposa de Rone questiona circunstâncias da morte em Porto Velho e relata ameaças após o caso

Jornalismo — OMadeira

Um relato apresentado pela esposa de Rone, morto durante uma ocorrência policial após uma série de acontecimentos envolvendo disparos de arma de fogo, levanta questionamentos sobre as circunstâncias que antecederam sua morte e sobre a atuação policial no episódio.

Segundo o relato, na noite de 2 de maio de 2026, por volta das 23h30, Rone teria feito uma videochamada com a esposa para conversar e ver a filha, de apenas quatro meses. Durante a conversa, teria afirmado que estava com saudades da família, mas que permaneceria onde estava para receber um material na segunda-feira.

Horas depois, por volta das 3h da madrugada, a esposa afirma ter acordado com o barulho de diversos disparos. Ela relata ter ouvido uma voz dizendo “bora, bora, bora”, seguida de novos tiros.

Ao olhar pela janela, teria visto um homem deixando o local em um veículo. Na sequência, uma mulher que estava em outro carro teria informado que um homem havia parado em frente à residência e efetuado diversos disparos contra o veículo de Rone.

Ainda de acordo com o relato, momentos depois um outro veículo teria se aproximado em alta velocidade, provocando uma nova troca de tiros. Um vizinho, que estaria armado, teria orientado a esposa a se proteger.

A esposa afirma que somente após a chegada dos policiais soube que o veículo envolvido na ocorrência estaria registrado em nome de Rone. Segundo ela, naquele momento não acreditava que ele tivesse ido até a residência com a intenção de matá-la, afirmando que os dois haviam se reconciliado e que, até então, não havia percebido qualquer motivo para uma tentativa de homicídio.

Morte durante ocorrência policial

Posteriormente, Rone teria apresentado sua própria versão dos fatos e mantido contato com familiares durante aquela semana. Conforme o relato da esposa, ele teria dito que pretendia se apresentar às autoridades na segunda-feira, pois precisava retornar ao trabalho.

Na madrugada de domingo, entretanto, a esposa afirma ter tomado conhecimento de que Rone havia sido localizado por uma equipe policial.

Ela ressalta que não presenciou diretamente o momento da abordagem que terminou com a morte de Rone. As informações sobre o que teria acontecido no local chegaram a ela posteriormente, por meio de pessoas que afirmaram estar presentes.

Segundo esses relatos, Rone teria pedido para não ser morto e dito que tinha três filhas para criar. Ainda conforme as informações repassadas à esposa, duas mulheres que estavam no local teriam pedido aos policiais que Rone fosse preso, e não morto.

Rone acabou morrendo durante a ocorrência.

Questionamentos

Diante das informações que recebeu posteriormente, a esposa, que também realizou denúncia relacionada ao caso, defende que as circunstâncias da morte sejam esclarecidas por meio da análise de depoimentos, documentos, registros e demais provas disponíveis.

Ela também afirma ter tomado conhecimento de que, naquele momento, não haveria mandado de prisão ou de busca e apreensão contra Rone. A informação, porém, é apresentada por ela como algo que chegou ao seu conhecimento e que precisa ser confirmado documentalmente pelas autoridades.

Ameaças após o caso

Após os acontecimentos e depois de realizar a denúncia relacionada ao caso, a esposa afirma que passou a receber, juntamente com um irmão, mensagens de ameaça pelo WhatsApp.

Segundo ela, as mensagens continham frases como “na hora certa, vocês serão cobrados”.

A esposa afirma que nunca havia recebido ameaças dessa natureza antes dos acontecimentos e diz estar preocupada com sua segurança e a de seu irmão.

Apesar disso, ela ressalta que não sabe quem estaria por trás das ameaças e não atribui a autoria a nenhuma pessoa ou grupo, por não possuir, até o momento, elementos que permitam identificar os responsáveis.

O caso reúne diferentes versões e pontos que, segundo o relato da esposa, ainda precisam ser esclarecidos pelas autoridades. A apuração das circunstâncias da morte de Rone, da ocorrência policial e das ameaças relatadas será fundamental para determinar o que de fato aconteceu.

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