Com saída de Ezequiel Neiva, Pagani ganha força na disputa por vaga na Câmara Federal pelo Cone Sul de Rondônia

Candidato do Podemos integra coligação de Marcos Rogério e passa a ocupar posição de destaque entre os nomes da direita na região
O cenário da disputa por uma vaga de deputado federal em Rondônia sofreu uma mudança significativa nesta quinta-feira (10), após o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO) julgar o registro de candidatura de Ezequiel Neiva (PL).
Por 5 votos a 0, a Corte Eleitoral reconheceu a inelegibilidade de Neiva para as eleições deste ano. A decisão está relacionada a uma condenação por ato doloso de improbidade administrativa, referente ao período em que ele esteve à frente do Departamento de Estradas de Rodagem e Transportes de Rondônia (DER-RO).
O processo envolve um procedimento de arbitragem entre o DER-RO e a Construtora Ouro Verde, que resultou em uma determinação de pagamento superior a R$ 46 milhões à empresa. A condenação acabou chegando à Justiça Eleitoral em razão dos possíveis efeitos sobre o registro de candidatura.
Com a decisão do TRE-RO, Ezequiel Neiva fica, neste momento, impedido de disputar a eleição. A decisão ainda pode ser contestada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por meio dos recursos previstos na legislação.
Pagani ganha protagonismo no Cone Sul
A decisão também altera a configuração da disputa pela Câmara Federal, especialmente no Cone Sul de Rondônia.
Entre os candidatos que permanecem na corrida eleitoral está o ex-vereador de Vilhena Dhonatan Pagani (Podemos), que integra a coligação liderada por Marcos Rogério.
Com a saída de Neiva do cenário eleitoral, Pagani passa a ganhar ainda mais espaço entre os candidatos identificados com a direita na região e se consolida como um dos principais nomes do Cone Sul na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados.
O novo cenário, entretanto, ainda poderá sofrer alterações caso haja recurso e eventual mudança da decisão pelo Tribunal Superior Eleitoral.



