INOVAÇÃO: Porto Velho ganha reforço inédito no combate à dengue com “mosquitos do bem” — ENTENDA

Uma nova estratégia de combate à dengue, zika e chikungunya começou a ser implantada em Porto Velho. A iniciativa utiliza mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia, que impede a multiplicação dos vírus no organismo do inseto, reduzindo a capacidade de transmissão das doenças.
A ação faz parte de um projeto do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tecnologia que já vem sendo adotada em diferentes cidades do Brasil e também em outros países.
Na capital rondoniense, os ovos dos mosquitos chegam de Curitiba e são desenvolvidos em um insetário até atingirem a fase adulta. Em seguida, os insetos são soltos em bairros previamente definidos, onde cruzam com os mosquitos locais e transmitem a bactéria às futuras gerações, ampliando naturalmente a proteção.
A previsão é que a iniciativa alcance cerca de 276 mil moradores, distribuídos em 27 bairros de Porto Velho. Em municípios onde a tecnologia já foi implementada, estudos apontam uma queda expressiva no número de casos de dengue e outras arboviroses.
Mesmo com a chegada da nova tecnologia, as autoridades reforçam que a população deve continuar fazendo sua parte. A eliminação de recipientes com água parada, a limpeza de quintais e a vedação de caixas d’água continuam sendo medidas indispensáveis para evitar a proliferação do mosquito transmissor.




