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Funcionários são condenados pela morte de empresário em Rondônia; ex-esposa também é sentenciada

Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa foram condenados pela morte do empresário e fazendeiro Edson Nascimento Dalto, em julgamento realizado em Porto Velho. Jucelainy Coelho de Araújo, ex-esposa de Daniel, também foi condenada por ocultação de cadáver. O júri durou dois dias e terminou na sexta-feira (16).

Daniel recebeu pena de 28 anos de reclusão, além de 10 dias-multa. William foi condenado a 19 anos e 8 meses de prisão, também com o pagamento de 10 dias-multa. Ambos deverão iniciar o cumprimento das penas em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Conforme a acusação, Daniel foi apontado como o mentor do crime. Os dois homens foram considerados culpados por homicídio triplamente qualificado, com as agravantes de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

Já Jucelainy foi condenada a um ano de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa pelo crime de ocultação de cadáver. A Justiça estabeleceu o regime aberto e substituiu a pena de prisão por prestação de serviços à comunidade.

Como aconteceu o crime

O crime ocorreu em 8 de maio de 2024, na Fazenda Evelin, localizada na zona rural de Candeias do Jamari, em Rondônia. Segundo as investigações, Edson foi agredido com uma colher de pau e morto após uma discussão com os funcionários da propriedade.

De acordo com a acusação, o desentendimento teria sido motivado por cobranças relacionadas ao trabalho e à administração da fazenda.

Após o assassinato, o corpo do empresário foi jogado em um rio da região. Edson tinha 54 anos, era proprietário de um mercado e de uma fazenda situada no distrito de Triunfo, em Candeias do Jamari.

O empresário estava desaparecido havia três dias quando o corpo foi encontrado. Daniel e William, que trabalhavam na propriedade rural — um deles como gerente e o outro como peão —, foram presos dias depois do crime e permanecem detidos desde então. Um dos funcionários chegou a comunicar o desaparecimento de Edson à polícia.

Julgamento havia sido adiado

O julgamento estava previsto inicialmente para maio de 2026, mas foi adiado depois que os advogados de defesa deixaram a sessão no dia 12 daquele mês. Na ocasião, os defensores alegaram que não tiveram tempo suficiente para analisar documentos anexados ao processo.

O Tribunal do Júri foi realizado posteriormente, em Porto Velho, e terminou com a condenação dos três réus.

Defesa pretende recorrer

Após a decisão, a defesa informou que respeita o resultado do julgamento, mas pretende recorrer. Em nota, os advogados afirmaram que existem pontos que, na avaliação deles, precisam ser revistos pelo Tribunal de Justiça.

A defesa também declarou que pretende utilizar os recursos previstos em lei e ressaltou o compromisso com o devido processo legal e o direito à ampla defesa.

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