Justiça condena 15 pessoas a 97 anos de prisão por esquema de lavagem de dinheiro em Rondônia

Quinze pessoas foram condenadas a penas que, somadas, chegam a 97 anos de prisão por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa em Rondônia. A decisão é resultado da Operação Alcance, também conhecida como Operação Aysha, e foi obtida pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO).
A sentença foi proferida pela 1ª Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho. Entre os condenados, 14 responderam por lavagem de dinheiro e 12 por integrar organização criminosa. Alguns receberam condenações pelos dois delitos.
A punição mais severa foi de 14 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, além de multa. Já a segunda maior pena chegou a 10 anos de reclusão, também em regime fechado.
Investigação revelou estrutura organizada para ocultar dinheiro do tráfico
De acordo com a decisão judicial, o grupo atuava de forma estruturada, com os integrantes desempenhando funções específicas. Entre as tarefas estavam movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas e utilizar mecanismos para esconder a origem ilegal do dinheiro.
Para dificultar o rastreamento dos valores, os envolvidos recorriam a contas bancárias e estabelecimentos comerciais. A utilização desses meios para movimentar e dissimular recursos ilícitos foi reconhecida pela Justiça como prática de lavagem de dinheiro.
Operação foi deflagrada em 2021 e alcançou quatro estados
As investigações ficaram sob responsabilidade da Polícia Federal (PF), que realizou monitoramento dos suspeitos, análise de transações financeiras e operações de busca e apreensão.
A Operação Alcance foi deflagrada em 1º de setembro de 2021, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em quatro estados brasileiros.
Em dezembro daquele ano, o Ministério Público apresentou denúncia contra 45 pessoas. A acusação foi recebida pela Justiça no mesmo mês. Nesta fase do processo, 37 réus foram julgados. Desse total, 15 acabaram condenados por pelo menos um dos crimes investigados.
O MPRO informou que pretende recorrer das absolvições e de outros pontos da sentença dos quais discorda, buscando a revisão da decisão judicial.




