Eleições 2026: renovação nas bancadas de Rondônia derruba nomes conhecidos e abre espaço para novos parlamentares

Jornalismo — OMadeira
As eleições de 2026 provocaram mudanças importantes na representação de Rondônia em Brasília e na Assembleia Legislativa do Estado. Embora boa parte dos parlamentares tenha conseguido permanecer no cargo, nomes que já tinham mandato ficaram pelo caminho e não estarão nas bancadas a partir de 2027.
Na Câmara dos Deputados, a renovação foi menor entre os parlamentares que efetivamente buscaram a reeleição. Já na Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), cinco deputados estaduais que tentaram renovar o mandato não conseguiram retornar à Casa.
Câmara Federal: apenas um deputado que tentou a reeleição ficou de fora
Entre os deputados federais que estavam no exercício do mandato e disputaram novamente uma vaga na Câmara, Rafael Fera (Podemos) foi o único que não conseguiu a reeleição.
Fera terminou a apuração com 25.462 votos, correspondentes a 2,72% dos votos válidos, ficando fora das oito vagas destinadas a Rondônia. Os demais deputados federais que buscaram a permanência conseguiram renovar seus mandatos: Lúcio Mosquini, Coronel Chrisóstomo, Thiago Flores, Cristiane Lopes e Maurício Carvalho.
A nova bancada federal terá ainda três estreantes: Joliane Furia, Sofia Andrade e Dr. Jaime Gazola. Os três ocuparão as cadeiras que não ficaram com integrantes da atual bancada.
É importante fazer uma ressalva: Fernando Máximo e Silvia Cristina não devem ser classificados como derrotados na tentativa de reeleição, porque não disputaram novamente a Câmara. Fernando Máximo concorreu ao Senado e foi eleito, enquanto Silvia Cristina não disputou a reeleição.
Assembleia Legislativa: cinco deputados não conseguiram renovar o mandato
Na Assembleia Legislativa de Rondônia, a mudança foi mais significativa.
Dos 21 deputados estaduais que disputaram a reeleição, 16 conseguiram permanecer na Casa e cinco não obtiveram votos suficientes para renovar o mandato.
Ficaram fora da próxima legislatura:
- Gislaine Lebrinha (PRD) — 12.438 votos;
- Ieda Chaves (União Brasil) — 11.913 votos;
- Eyder Brasil (PSD);
- Ribeiro do Sinpol (PRD) — 11.036 votos;
- Rosângela Donadon (PRD) — 13.689 votos.
Os números mostram que a derrota eleitoral não significou necessariamente uma votação baixa. Rosângela Donadon, por exemplo, recebeu uma votação expressiva, mas não conseguiu transformar os votos em uma cadeira devido à dinâmica do sistema proporcional e ao desempenho da legenda. A própria parlamentar destacou que os 13.753 votos obtidos representaram a maior votação de sua trajetória política.
A eleição estadual terminou com 24 deputados escolhidos para a próxima legislatura. Entre os mais votados estão Laerte Gomes, Nim Barroso, Cássio Gois, Delegado Lucas Torres, Jean Mendonça e Luizinho Goebel.
Nem todo parlamentar que deixa a Casa foi derrotado
Um ponto importante na leitura do resultado é que alguns deputados estaduais que não estarão na próxima composição simplesmente não disputaram a reeleição.
É o caso, por exemplo, de Cirone Deiró, que concorreu a vice-governador, e de outros parlamentares que buscaram cargos diferentes ou optaram por não disputar novamente a Assembleia. Por isso, eles não entram na lista de deputados que “perderam a reeleição”.
Da mesma forma, no âmbito federal, Silvia Cristina e Fernando Máximo não devem ser contabilizados como derrotados em uma tentativa de reeleição para deputado federal.
Renovação muda o perfil das bancadas
O resultado das urnas mostra que Rondônia terá uma combinação de continuidade e renovação a partir de 2027.
Na Câmara Federal, cinco dos atuais deputados que buscaram a reeleição conseguiram permanecer, enquanto três novos nomes chegam ao Legislativo. Na Assembleia, a renovação foi mais acentuada, com cinco parlamentares que tentaram a reeleição ficando fora e oito novos nomes chegando à Casa.
Assim, o eleitor de Rondônia manteve boa parte dos representantes que já conhecia, mas também promoveu uma mudança relevante em algumas cadeiras. O resultado evidencia que, mesmo para quem já ocupa mandato, a reeleição está longe de ser garantida em uma eleição proporcional.




