Irmão é preso suspeito de envolvimento na morte da própria irmã; polícia aponta crime com motivação financeira

João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, foi preso preventivamente na quinta-feira (24), em Jaru (RO), suspeito de participação no latrocínio que matou sua própria irmã, Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos. A prisão foi determinada pela Justiça de Rondônia.
De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou que o crime teria sido motivado por questões financeiras. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público de Rondônia. Como o caso tramita sob sigilo, os investigadores não divulgaram quais elementos levaram à conclusão de que João Vitor teria envolvimento na morte.
O corpo de Poliana foi localizado em março de 2026, dentro da residência onde ela morava, em Machadinho D’Oeste (RO). A vítima apresentava sinais de violência e estava com as mãos e os pés amarrados, além de ter os olhos cobertos. Também foram encontradas diversas perfurações provocadas por um objeto cortante.
Na ocasião, o próprio João Vitor procurou a polícia para comunicar o crime. Segundo o relato apresentado naquele momento, colegas de trabalho de Poliana entraram em contato porque ela não havia comparecido ao plantão. Diante da situação, ele foi até a casa da irmã.
Ao chegar ao imóvel, João afirmou ter encontrado a porta dos fundos aberta. Dentro da residência, teria localizado Poliana já sem vida, caída no chão do quarto, próximo à cama. O celular da vítima e a motocicleta dela também não estavam no local.
Segundo a delegada Maria Braga, a conduta apresentada pelo irmão após a descoberta do corpo chamou a atenção dos investigadores. Conforme relatado pela autoridade policial, ele teria demonstrado aparente frieza e insistido para que o sepultamento fosse realizado rapidamente.
A prisão aconteceu em Jaru e João Vitor foi encaminhado ao Centro Regional de Ressocialização Augusto Simon Kempe, onde deu entrada ainda na quinta-feira, conforme informou a Polícia Penal de Rondônia.
A investigação sobre a morte de Poliana foi encerrada pela Polícia Civil e enviada ao Ministério Público, que deverá dar prosseguimento às medidas previstas no processo.



