CERCO FECHANDO: MPRO prende três e avança contra suposta milícia ligada a conflitos fundiários em RO

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) deflagrou nesta terça-feira (22) a segunda etapa da Operação Labirinto de Bronze, que investiga uma suposta organização armada envolvida em conflitos fundiários e um esquema de ocultação de patrimônio. Três pessoas tiveram a prisão preventiva decretada nesta nova fase.
A ofensiva é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e surgiu a partir das informações obtidas durante a primeira etapa da operação, realizada em 26 de maio. Na ocasião, foram cumpridas ordens judiciais em Porto Velho, Ariquemes e Cujubim.
Nesta terça-feira, além das três prisões preventivas, os agentes cumprem um mandado de busca e apreensão em Ariquemes e outras medidas cautelares contra uma das investigadas. As determinações foram autorizadas pela 1ª Vara de Garantias da Comarca de Porto Velho.
Segundo o MPRO, a análise de documentos e aparelhos eletrônicos recolhidos na primeira fase trouxe novos elementos para a investigação. O material teria reforçado os indícios de uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação armada relacionada a disputas por terras.
As diligências também teriam permitido aos investigadores identificar com maior precisão a participação de pessoas que ainda não haviam sido individualizadas na primeira etapa.
Durante o avanço das apurações, o Ministério Público identificou ainda indícios de que um dos investigados teria participação econômica em uma empresa formalmente registrada em nome de outra pessoa. A partir dessa descoberta, foi solicitada uma nova medida judicial para atingir o patrimônio relacionado ao investigado.
A investigação apura, em tese, crimes de lavagem de dinheiro e constituição e manutenção de milícia privada. Os investigados permanecem sob apuração, e as circunstâncias apontadas pelo MPRO ainda serão analisadas pela Justiça.


