Organizador da ExpoJipa é considerado foragido após prisão ser decretada em caso de dois jovens mortos

Sérgio Sussumi Suganuma é acusado de participação nas mortes de Ruan Lucas e Alysson Henrique, ocorridas em 2016
O presidente da Associação Rural de Rondônia e organizador da ExpoJipa, Sérgio Sussumi Suganuma, é considerado foragido após a Justiça determinar sua prisão preventiva. Ele é acusado de envolvimento no caso que investiga as mortes de Ruan Lucas Hildebrandt, de 18 anos, e Alysson Henrique de Sá Lopes, de 23 anos, desaparecidos em 2016.
As informações são do G1 Rondônia. A ordem de prisão foi determinada na segunda-feira (14), depois que o julgamento dos acusados acabou interrompido após os advogados de defesa deixarem a sessão.
O processo começou a ser julgado mais de dez anos depois dos crimes. Os dois jovens desapareceram entre o fim de janeiro e o início de fevereiro de 2016. Alysson foi encontrado posteriormente morto e com o corpo carbonizado dentro de um veículo, em uma área próxima a uma fazenda na zona rural de Cujubim. Já Ruan continua desaparecido e seu corpo nunca foi localizado.
Defesa deixou sessão durante julgamento
Durante o julgamento realizado na segunda-feira, os advogados dos acusados alegaram que tiveram acesso a novas provas somente recentemente e decidiram abandonar a sessão.
O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), porém, informou que os documentos apontados pela defesa não eram materiais novos. Segundo o tribunal, as informações já estavam disponíveis no processo e haviam sido acessíveis às partes, passando apenas por um processo de digitalização.
Com a interrupção da sessão, o Ministério Público de Rondônia (MP-RO) solicitou a prisão preventiva dos acusados até que uma nova data seja definida para o julgamento.
Três acusados foram presos
Ainda conforme o MP-RO, Rivaldo de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Jonas Augusto dos Santos Silva foram presos após a decisão judicial.
Sérgio Sussumi não estava presencialmente no fórum. Segundo a defesa, ele acompanhava a sessão por videoconferência. Com a decretação da prisão preventiva, ele passou a ser procurado.
O pedido do Ministério Público teve como justificativa a necessidade de assegurar o andamento do processo e a aplicação da lei até a realização de um novo julgamento.
A Justiça também determinou que os réus sejam responsáveis pelas despesas decorrentes do cancelamento da sessão.
Fazendeiro será julgado separadamente
O proprietário da fazenda, Paulo Iwakami, também é acusado no processo, mas não participou do julgamento por motivos relacionados à saúde.
A situação dele será analisada em um processo separado, após o desmembramento da ação. Diferentemente dos demais acusados, não foi decretada prisão preventiva contra Iwakami.
A Justiça deverá definir posteriormente uma nova data para o julgamento dos acusados pelo caso que envolve o desaparecimento de Ruan Lucas e a morte de Alysson Henrique.

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