Paraplégico por queda de cavalo é o 1º a receber Polilaminina em Rondônia

Linha fina – Dr. Fernando Máximo acompanha os pesquisadores para realizar, pela primeira vez no estado, a aplicação compassiva da substância
Um homem de 60 anos, que ficou paraplégico após uma queda de cavalo, será o primeiro paciente de Rondônia a receber a aplicação compassiva da polilaminina em Ji-Paraná, ele está entre os dois pacientes do estado que serão atendidos pela equipe de pesquisadores que desembarcou na madrugada desta segunda-feira (14), em Porto Velho, acompanhada pelo deputado federal e candidato ao Senado Dr. Fernando Máximo. A aplicação do primeiro paciente será realizada ainda na manhã desta segunda-feira.
O segundo paciente está internado no Hospital Regional de Cacoal e será atendido no período da tarde. Os dois têm lesão medular completa e receberam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dentro dos critérios estabelecidos para o uso compassivo da substância.
Esta será a primeira vez que a polilaminina será aplicada em pacientes de Rondônia, levando ao estado uma possibilidade de tratamento que vem sendo estudada para casos de lesão medular.
Segundo o médico Mitter Mayer, a articulação começou quando Dr. Fernando Máximo procurou a equipe de pesquisadores do Rio de Janeiro, entre eles a Dra. Tatiana Sampaio, para entender os procedimentos necessários à inclusão de pacientes de Rondônia.
“Há algum tempo, o Dr. Fernando Máximo procurou a gente no laboratório para entender como funcionava o procedimento e incluir os pacientes daqui. Ele abriu essa porta, principalmente junto à Secretaria de Saúde, que também estava inteirada de todo o processo”, afirmou Mitter Mayer.
Para Dr. Fernando Máximo, a chegada da equipe representa uma conquista para a saúde de Rondônia

“Desde o início, buscamos criar as condições para que Rondônia também tivesse acesso a essa possibilidade. Hoje, ver a equipe aqui e dois pacientes sendo atendidos mostra que esse trabalho está trazendo resultados concretos e, principalmente, esperança para essas famílias”.
O pesquisador Olavo Borges, que faz parte da equipe da Dra. Tatiana Sampaio, informou que, no Brasil, mais de 107 pacientes já receberam a polilaminina por meio do uso compassivo, e citou um estudo clínico realizado com oito pacientes, que receberam a medicação precocemente. Segundo ele, seis apresentaram melhora da função motora.
“Todos tinham lesões medulares completas e seis desses oito ganharam funções motoras”, afirmou.
No uso compassivo, a aplicação busca oferecer uma possibilidade de recuperação de movimentos, sensibilidade e outras funções a pacientes que atendam aos critérios definidos pela Anvisa.
A chegada da equipe representa um momento inédito para Rondônia e aproxima pacientes de uma tecnologia que vem sendo estudada para lesões medulares.

