Condenado por homicídio, apenado rompe tornozeleira e passa a ser procurado pela Justiça em Porto Velho

O apenado Maurílio Paiva, conhecido pelo apelido de “Pacheco”, está sendo procurado pela Justiça após romper a tornozeleira eletrônica e deixar de cumprir as regras do regime semiaberto em Porto Velho. Ele foi condenado pela participação no assassinato de Jaqueline Naiara Costa Guedes, ocorrido em 2014.
De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), Maurílio rompeu o equipamento de monitoramento no dia 1º de agosto. A comunicação oficial à Vara de Execuções Penais (VEP) da capital, porém, ocorreu somente cerca de um mês depois.
A Justiça já determinou a prisão do apenado e expediu um mandado contra ele. A Polícia Penal realiza buscas para tentar localizar Maurílio, que é considerado foragido.
O condenado havia recebido autorização para cumprir o restante da pena no regime semiaberto em dezembro do ano passado. O monitoramento por tornozeleira começou no dia 17 daquele mês, ficando sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).

Condenação pelo assassinato
Maurílio foi condenado em abril de 2015 pelo 2º Tribunal do Júri de Porto Velho a uma pena superior a 12 anos de prisão pelo homicídio qualificado de Jaqueline Naiara Costa Guedes.
No julgamento, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe e do uso de recurso que dificultou a defesa da vítima.
O crime aconteceu em janeiro de 2014. Conforme as investigações e informações do processo, Jaqueline, então com 29 anos, havia saído de uma reunião familiar e seguia para casa quando foi abordada.
Segundo o TJRO, Maurílio teria imobilizado a mulher de maneira violenta e a entregado a outras pessoas em troca de drogas.
Jaqueline foi encontrada morta posteriormente em um terreno baldio na Zona Leste de Porto Velho. A vítima estava com as mãos amarradas e apresentava sinais de estrangulamento.
Agora, além da condenação pelo homicídio, Maurílio volta a ser alvo de uma ordem de prisão após descumprir as condições impostas para permanecer no regime semiaberto. As forças de segurança seguem em diligências para tentar encontrá-lo.
Jaqueline Naiara Costa Guedes — Foto: Assem Neto
*Com informações de G1




