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André Mendonça afasta diretor-geral da PF, e Andrei Rodrigues deixa de participar de cerimônia em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado preventivamente do cargo por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão ocorreu nesta terça-feira (8) e repercutiu dentro da corporação.

Horas após a determinação, Andrei esteve na Academia Nacional de Polícia (ANP), em Brasília, onde estava prevista sua participação na cerimônia de abertura do LXIII Curso de Formação Profissional para agentes da Polícia Federal. Apesar de ter comparecido ao local, ele não entrou no auditório para participar do evento.

Antes de deixar a agenda de lado, Andrei teria se reunido com o diretor-executivo da PF, William Marcel Murad.

O afastamento acontece em meio às investigações e à crise envolvendo a cúpula da Polícia Federal. O nome de Andrei Rodrigues teria aparecido em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Além do diretor-geral, Mendonça determinou o afastamento temporário do delegado federal Leandro Almada da Costa, que ocupava o cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

Na decisão, o ministro afirmou que as medidas têm como objetivo preservar a atuação independente das autoridades e dos servidores envolvidos, incluindo integrantes do Supremo Tribunal Federal e o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Mendonça também determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra procedimentos de investigação nas áreas penal e administrativo-disciplinar para apurar os fatos relacionados ao caso.

A decisão coloca a direção da Polícia Federal no centro de mais um capítulo da crise que envolve a instituição e as investigações relacionadas ao Banco Master.

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