Polícia

Mulher é presa por desligar oxigênio e injetar líquido para matar irmão dentro de hospital

Uma mulher de 50 anos foi presa preventivamente nesta terça-feira (18), suspeita de tentar provocar a morte do próprio irmão, de 59 anos, enquanto ele estava internado no Hospital Azambuja, em Brusque, Santa Catarina.

Segundo a Polícia Civil, os episódios teriam ocorrido entre os dias 7 e 16 de agosto. O homem está hospitalizado desde março para tratamento de um câncer e apresenta um quadro de saúde considerado grave. A prisão aconteceu dentro do próprio hospital. O mandado foi cumprido por agentes da Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Brusque) depois que a Justiça autorizou a prisão preventiva da investigada.

Suspeita teria realizado diferentes ações

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou suspeitas de que a mulher teria adotado diferentes medidas com a intenção de provocar a morte do irmão.

Entre as situações investigadas estão a aplicação de uma substância líquida ainda não identificada no corpo do paciente, a retirada da traqueostomia e a interrupção do fornecimento de oxigênio utilizado pelo homem.

Em uma das ocorrências, profissionais do hospital precisaram agir rapidamente para estabilizar o paciente. Devido ao câncer, ele depende de equipamentos para auxiliar na respiração e na alimentação.

Materiais foram encontrados no quarto

Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais realizaram uma busca no quarto onde a mulher permanecia como acompanhante. No local, foram encontrados um telefone celular, medicamentos, instrumentos e materiais hospitalares que estavam entre os pertences da investigada. Os objetos foram recolhidos e deverão passar por análise para contribuir com o avanço da apuração.

O carro utilizado pela mulher, que estava estacionado dentro do hospital, também foi alvo de buscas realizadas pelos investigadores. Depois da operação, a suspeita foi conduzida à sede da DIC de Brusque, onde foram adotados os procedimentos previstos, permanecendo à disposição da Justiça.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer exatamente o que ocorreu, identificar todas as circunstâncias dos episódios e reunir elementos que possam confirmar a responsabilidade criminal da investigada. Até o momento, a possível motivação para as ações ainda não foi esclarecida.

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