Procuradora do MPF aciona PF após “ameaça de morte”

A procuradora da República em Sergipe, Gisele Bleggi, foi alvo de uma série de ataques e ameaças de morte nas redes sociais. Diante das manifestações, o advogado que representa a procuradora apresentou, na quarta-feira (12), uma notícia-crime à Polícia Federal (PF) para que os fatos sejam investigados.
A representação aponta possíveis crimes contra a honra e reúne publicações consideradas ofensivas à procuradora. De acordo com o documento, os ataques ocorreram principalmente em comentários feitos em matérias jornalísticas relacionadas à atuação institucional de Gisele Bleggi no Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE).
Após uma análise inicial do material apresentado, a Polícia Federal informou que deverá instaurar um inquérito para apurar as circunstâncias dos fatos. A investigação deverá buscar identificar tanto a materialidade dos possíveis crimes quanto os autores das mensagens e ameaças direcionadas à procuradora.
Ataques já haviam sido registrados
O episódio não seria o primeiro envolvendo Gisele Bleggi. Em março deste ano, a procuradora já havia sido alvo de manifestações ofensivas e preconceituosas nas redes sociais depois que um vídeo de sua participação em uma atividade institucional em Propriá, no interior de Sergipe, foi divulgado.
Na ocasião, comentários sobre a aparência física da procuradora também provocaram reação de entidades e representantes públicos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a deputada estadual Linda Brasil (PSOL) manifestaram solidariedade à integrante do MPF e repudiaram os ataques.
O prefeito de Propriá, Luciano de Menininha, também se posicionou sobre o caso. Ele lamentou os comentários considerados preconceituosos e misóginos e declarou apoio à procuradora.
Com a nova denúncia, a expectativa é de que a investigação da Polícia Federal esclareça a origem das manifestações e identifique os responsáveis pelas ameaças e ofensas publicadas na internet.



