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Denúncias apontam possíveis irregularidades no atendimento ortopédico do Hospital de Base e do Hospital João Paulo II

Jornalismo — OMadeira

Denúncias encaminhadas à redação levantam questionamentos sobre a organização dos serviços de ortopedia no Hospital de Base (HB) e no Hospital de Pronto-Socorro João Paulo II, em Porto Velho. Os relatos apontam possíveis problemas relacionados à escala de servidores, desvio de função, terceirização de serviços e à execução de procedimentos de imobilização ortopédica.

Segundo as informações recebidas, o único técnico em ortopedia e gesso aprovado no concurso público de 2022 e convocado para atuar na rede estadual teria sido retirado de sua função no setor especializado. Os denunciantes afirmam que o servidor deveria estar lotado no Hospital de Base ou no João Paulo II, mas que sua remoção teria comprometido o atendimento especializado nas unidades.

As denúncias também sustentam que outros servidores estariam exercendo funções diferentes daquelas para as quais foram contratados. Conforme os relatos, essa situação poderia representar desvio de função e afetar a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Outro ponto levantado envolve a empresa terceirizada responsável pelo atendimento ortopédico no Hospital João Paulo II. De acordo com os denunciantes, parte dos profissionais que atuam no setor não possuiria capacitação específica para realizar procedimentos de imobilização ortopédica, como confecção e aplicação de talas, gessos e férulas.

Ainda segundo os relatos, pacientes teriam sofrido desconforto e agravamento das lesões em razão de imobilizações supostamente realizadas de forma inadequada. A reportagem, no entanto, não teve acesso a laudos médicos, prontuários ou outros documentos que comprovem essas alegações. Também não foram apresentados registros oficiais que permitam confirmar os casos mencionados.

As denúncias afirmam ainda que órgãos de fiscalização e controle, como o Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (COREN-RO), a Secretaria de Estado da Saúde (SESAU) e o Ministério Público, já teriam sido informados sobre a situação, mas, segundo os denunciantes, ainda não houve providências suficientes para solucionar os problemas apontados.

Outro relato recebido informa que uma servidora que atualmente desempenharia atividades no setor de ortopedia do Hospital de Base está em período de férias. Conforme a denúncia, sua ausência teria deixado pacientes sem atendimento especializado em determinados procedimentos, o que também deverá ser esclarecido pelas autoridades competentes.

Relato de um denunciante

“O paciente procura atendimento esperando receber um procedimento seguro. Quando a imobilização é feita de forma inadequada, além da dor, pode haver agravamento da lesão e prejuízo à recuperação.”

Diante das denúncias, a reportagem buscou preservar o princípio da imparcialidade e reforça que as informações apresentadas têm como base relatos encaminhados à redação e ainda dependem de apuração oficial.

A reportagem deixa espaço aberto para manifestação da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), da direção do Hospital de Base, da direção do Hospital João Paulo II, da empresa terceirizada responsável pelos serviços de ortopedia, do COREN-RO e do Ministério Público, para que apresentem seus esclarecimentos sobre os fatos relatados.

Caso as irregularidades sejam confirmadas após investigação, as medidas administrativas e legais cabíveis deverão ser adotadas pelos órgãos competentes para garantir a segurança dos pacientes e a qualidade da assistência prestada na rede pública de saúde.

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