Polícia

Laudo do IML aponta múltiplas agressões e violência sexual na morte de menino de 3 anos

Documento pericial indica ausência de sinais de afogamento e reforça investigação da Polícia Civil sobre as circunstâncias da morte da criança

A morte do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, ganhou novos desdobramentos após a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML). O documento aponta que a criança morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual, descartando, em exame preliminar, a hipótese de afogamento apresentada inicialmente às autoridades.

O menino foi encontrado sem vida em uma residência na região norte de Palmas (TO). Segundo a Polícia Civil, o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, procurou a corporação informando que o filho teria morrido após um suposto afogamento na piscina da casa.

Entretanto, a perícia identificou um quadro de lesões incompatível com essa versão. Conforme o laudo, Gustavo apresentava hemorragia interna, lesões na face, laceração intestinal e outros ferimentos considerados graves. O documento descreve que a morte ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”, reforçando informações divulgadas anteriormente pelo diretor do IML.

Além disso, o exame não encontrou indícios que sustentassem a causa da morte por afogamento, fato que passou a orientar as investigações para outras circunstâncias.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil instaurou um inquérito para esclarecer o caso e identificar os responsáveis pela morte da criança. As investigações buscam reunir provas periciais, ouvir testemunhas e esclarecer toda a dinâmica dos fatos.

O pai da vítima apresentou-se espontaneamente à Polícia Civil, prestou depoimento e entregou as chaves da residência onde a criança foi encontrada. Após ser ouvido, ele foi liberado, conforme prevê a legislação, já que, até aquele momento, não havia elementos que justificassem uma prisão em flagrante ou por ordem judicial.

As autoridades não divulgaram detalhes adicionais sobre as diligências em andamento para preservar o andamento da investigação.

Caso causa comoção

A violência sofrida por Gustavo provocou forte comoção em Palmas e repercutiu em todo o país. O caso reacendeu o debate sobre a proteção de crianças em situação de vulnerabilidade, a importância da denúncia de suspeitas de violência e o papel das instituições responsáveis pela investigação e garantia dos direitos da infância.

A Polícia Civil informou que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações e reforçou que a apuração segue em sigilo para não comprometer a coleta de provas.

Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal pelo caso. A apuração prossegue sob responsabilidade da Polícia Civil e, posteriormente, caberá ao Ministério Público avaliar o eventual oferecimento de denúncia, assegurando a todas as partes o direito ao devido processo legal e à ampla defesa.

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