Família de trabalhador morto após inalação de gás tóxico diz que acionou a Justiça e aponta falhas no resgate

PORTO VELHO (RO) – A família de Eliton Gilberto Vicente, de 36 anos, trabalhador que morreu após um incidente durante uma vistoria no porão de uma balsa em Porto Velho, ingressou com ações judiciais contra o Estado de Rondônia questionando o atendimento prestado durante o resgate. As informações foram repassadas à reportagem pelas advogadas da família, Roberta Mucare Pazzian e Lais Nascimento.
O caso ocorreu na manhã de 23 de novembro, em uma empresa localizada às margens da BR-319, logo após a ponte sobre o rio Madeira. Na ocasião, foi divulgado que três trabalhadores passaram mal enquanto realizavam um serviço no interior da embarcação, em um ambiente onde havia suspeita de presença de gases tóxicos ou deficiência de ventilação.
Segundo as informações divulgadas há época, um dos trabalhadores entrou no porão para realizar uma vistoria e começou a passar mal. Outros dois colegas tentaram socorrê-lo e também foram afetados. As vítimas foram retiradas do local pelo Corpo de Bombeiros Militar.
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Na época, a informação divulgada era de que Eliton havia sofrido uma parada cardiorrespiratória, chegou a ser reanimado mas não resistiu e morreu. Os outros trabalhadores foram encaminhados ao Hospital e Pronto-Socorro João Paulo II.
De acordo com as advogadas Roberta Mucare Pazzian e Lais Nascimento, após a análise de elementos reunidos durante a apuração do caso, a defesa sustenta que Eliton ainda apresentava sinais vitais quando foi retirado do porão da embarcação e que o atendimento prestado durante o resgate teria ocorrido de forma inadequada, circunstâncias que serão discutidas nas ações judiciais.
“As provas reunidas pela defesa indicam que Eliton foi retirado do porão ainda com vida. As responsabilidades sobre o atendimento prestado serão objeto de análise do Poder Judiciário”, afirmaram as advogadas.
Segundo as representantes da família, atualmente tramitam uma ação cível e um processo na esfera criminal relacionados ao caso. Elas informaram ainda que um terceiro processo deverá ser ajuizado na Justiça do Trabalho em face das empresas envolvidas na atividade desenvolvida no dia do acidente.
“As ações buscam o completo esclarecimento dos fatos e a responsabilização de todos aqueles que eventualmente tenham contribuído para o resultado, sempre respeitando o devido processo legal”, declararam.
A reportagem não teve acesso aos processos judiciais mencionados pela defesa.
O espaço permanece aberto para manifestação do Governo de Rondônia, do Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia, das empresas citadas e dos demais envolvidos. Caso haja posicionamento, esta matéria será atualizada.


