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Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 4.561

Jornalismo – Omadeira

O número de mortes provocadas pelos dois terremotos que devastaram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.561, segundo novo balanço divulgado nesta segunda-feira, 13, pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. A atualização representa mais de mil vítimas a mais em relação ao levantamento anterior, enquanto as equipes de resgate seguem vasculhando áreas destruídas em busca de sobreviventes e desaparecidos.

As autoridades mantiveram em 16.740 o número de feridos. Ao todo, 17.900 pessoas permanecem desalojadas, enquanto outras 20.200 vivem em acampamentos temporários, elevando para mais de 38 mil o total de venezuelanos que ainda não conseguiram voltar para casa.

Os tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram com apenas 39 segundos de diferença e atingiram principalmente o estado costeiro de La Guaira, o mais afetado pela tragédia. Segundo o governo, 190 edifícios desabaram e mais de 800 construções sofreram danos na região.

Buscas continuam

Mesmo quase três semanas após o desastre, as operações de resgate continuam entre os escombros. Cerca de 2.400 socorristas internacionais seguem mobilizados na Venezuela para apoiar os trabalhos.

O governo venezuelano ainda não divulgou um número oficial de desaparecidos. No entanto, uma plataforma criada por organizações da sociedade civil reúne registros de quase 30 mil pessoas que seguem sendo procuradas por familiares, alimentando a preocupação de que o número de vítimas possa continuar aumentando à medida que as buscas avançam.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que as crianças estão entre as mais afetadas pelo desastre, estimando que 234 mil delas precisarão de assistência humanitária.

Uma avaliação do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) estimou os danos à habitação e à infraestrutura em cerca de US$ 37 bilhões (mais de R$ 190 bilhões). O valor inclui cerca de US$ 24 bilhões em danos a edifícios — residências, empresas, escolas, hospitais e instalações públicas — e outros US$ 13 bilhões em infraestrutura.

Revista Veja

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