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“COVARDIA”: Pai de Henry Borel questiona perdão judicial concedido a Monique e critica decisão baseada em “misoginia”


O pai do menino Leniel Borel voltou a fazer duras críticas à decisão que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros no caso que chocou o país. Para ele, a discussão central não deveria estar em suposta misoginia ou preconceito de gênero, mas na responsabilidade de uma mãe que tinha o dever de proteger o próprio filho.


A decisão foi proferida pela juíza Elizabeth Machado Louro, que concedeu o perdão judicial após os jurados desclassificarem a acusação contra Monique de homicídio doloso para homicídio culposo.

Na sentença, a magistrada argumentou que a mãe de Henry teria sido alvo de uma reação social desproporcional, marcada por discriminação de gênero, misoginia e pela cobrança de um padrão de “mãe perfeita”.

A fundamentação, porém, gerou forte reação de familiares da vítima e de parte da opinião pública. Leniel questiona como uma mãe que conviveu com os sinais de violência sofridos pelo filho pode receber o benefício do perdão judicial, enquanto o menino não teve a oportunidade de ser protegido. Para ele, a discussão sobre machismo e ataques nas redes sociais acaba desviando o foco do que considera essencial: a morte de uma criança de apenas quatro anos.


Na mesma decisão, Jairinho foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão pelos crimes relacionados à morte de Henry Borel. Os jurados entenderam que Monique não teve intenção de matar o filho, mas agiu com negligência, motivo pelo qual a acusação foi desclassificada para homicídio culposo. A juíza considerou que as consequências pessoais, sociais e emocionais enfrentadas por Monique ao longo dos últimos cinco anos justificavam a concessão do perdão judicial.

A própria magistrada já havia tomado outra decisão relevante no processo ao determinar a soltura de Monique, em março deste ano, sob o entendimento de excesso de prazo na prisão preventiva.

Para críticos da sentença, entretanto, a tese de que Monique foi vítima de misoginia não responde às dúvidas que permanecem sobre sua omissão diante das agressões sofridas por Henry. Eles argumentam que o caso não se resume ao julgamento social enfrentado pela mãe, mas à obrigação legal e moral de proteger uma criança que, segundo a condenação de Jairinho, foi submetida a violência extrema antes de morrer.

O caso continua longe de um desfecho definitivo. Tanto o Ministério Público quanto a defesa de Jairinho já anunciaram que irão recorrer da decisão.

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