Geral

EXECUTADO: Líder do PCC fugiu para Bolívia após morte de policial

Criminoso com extensa ficha criminal no Brasil e na Bolívia chegou a matar um sargento da polícia para escapar de presídio de segurança máxima

O brasileiro Felipe Edvaldo Meneses Iglesias, de 34 anos, conhecido como “Tocha” e apontado como um dos chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital), foi assassinado a tiros nesta quarta-feira (20), em Santa Ana del Yacuma, na Bolívia.

O crime aconteceu perto da Praça Triangular, onde a moto de Iglesias foi interceptada por homens armados em uma caminhonete preta.

Segundo as investigações iniciais da polícia boliviana, a execução foi motivada por um acerto de contas ou por uma disputa pelo controle do tráfico de drogas na região amazônica, já que o criminoso estava foragido desde junho do ano passado após escapar de um presídio de segurança máxima

Como foi a execução de Tocha na Bolívia

A dinâmica do assassinato foi registrada por câmeras de segurança. As imagens mostram o momento em que a caminhonete preta intercepta a motocicleta conduzida por Iglesias. Um dos ocupantes desce do veículo e dispara diversas vezes contra o brasileiro.

O comandante do departamento de Polícia de Beni, coronel Iván Bernal, confirmou que unidades de inteligência e a Felcc (Força Especial de Combate ao Crime) foram mobilizadas para o caso.

Antes de fugir, um dos assassinos tirou fotografias do corpo do líder do PCC Tocha, em Santa Ana del YacumaFoto: Reprodução/ND MaisAntes de fugir, um dos assassinos tirou fotografias do corpo do líder do PCC Tocha, em Santa Ana del YacumaFoto: Reprodução/ND Mais

Testemunhas relataram aos investigadores que, antes de fugir, um dos executores tirou fotos do corpo de Iglesias no chão, sinalizando uma provável prestação de contas aos mandantes do crime.

Para circular no país vizinho sem chamar a atenção das autoridades, o líder do PCC Tocha utilizava duas identidades falsas: Luís Xavier Da Rocha e Carlos Fogaza.

O histórico de fugas do líder do PCC Tocha

A trajetória de Felipe Iglesias na Bolívia é marcada por uma sequência de crimes e fugas que desafiaram o sistema penitenciário boliviano. Ele foi preso pela primeira vez em março de 2022, no presídio de Palmasola, acusado pelo homicídio do agricultor Wilson Ledezma. Apenas três meses depois, em junho de 2022, ele conseguiu escapar da prisão de Santa Cruz de La Sierra.

A recaptura ocorreu no dia seguinte, após uma intensa troca de tiros em um apartamento próximo à Universidade Autônoma Gabriel René Moreno. Diante da alta periculosidade, a Justiça boliviana determinou a transferência do preso para o presídio de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz.

Para circular pela Bolívia, o criminoso utilizava os nomes falsos de Luís Xavier Da Rocha e Carlos FogazaFoto: Reprodução/ND MaisPara circular pela Bolívia, o criminoso utilizava os nomes falsos de Luís Xavier Da Rocha e Carlos FogazaFoto: Reprodução/ND Mais

Mesmo sob regime rigoroso, o líder do PCC Tocha planejou uma nova fuga em 31 de janeiro de 2023. Durante a ação, o sargento da polícia Domingo Chávez foi baleado e morreu, e outro agente ficou ferido.

A terceira e última fuga do criminoso ocorreu em 10 de junho de 2025, na mesma prisão de Chonchocoro. Iglesias escapou junto com o assaltante chileno Víctor Lincoyan Ramírez Valenzuela. Ambos cumpriam pena em celas isoladas e sob vigilância constante, o que levou a polícia a abrir uma investigação interna para apurar a facilitação por parte de agentes penitenciários.

Fonte: ND+

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo