PCC: Deolane é presa suspeita de lavar dinheiro para Marcola

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21/5), em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação, chamada de Operação Vérnix, cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão. Entre os investigados estão Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além do irmão dele, Alejandro Camacho, e dos sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho.
Segundo as investigações, o grupo teria utilizado empresas e pessoas interpostas para esconder e movimentar recursos ligados à facção criminosa. Uma transportadora localizada em Presidente Venceslau, no interior paulista, estaria entre as empresas usadas no esquema para ocultação de patrimônio da família de Marcola.
Outro alvo preso foi Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pelas autoridades como responsável pela movimentação financeira do grupo. Mensagens interceptadas pela polícia indicariam que ele orientava transferências e indicava contas utilizadas nas operações investigadas.
De acordo com os investigadores, Deolane teria recebido depósitos considerados atípicos entre os anos de 2018 e 2021. A análise bancária identificou diversas transferências fracionadas para as contas da influenciadora, que somariam quase R$ 700 mil. Parte desses valores teria sido enviada por um homem da Bahia que recebe salário mínimo e é suspeito de atuar como “laranja” no esquema.
O Ministério Público afirma ainda que os valores recebidos não teriam sido informados oficialmente às autoridades fiscais. Por determinação da Justiça, cerca de R$ 27 milhões em contas associadas à influenciadora foram bloqueados.
Com informações de Metrópoles
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