Prefeito admite crise histórica e cita relatório que coloca Porto Velho como pior capital do país para viver — ASSISTA

Por Joéliton Menezes — OMadeira
Durante um pronunciamento divulgado nas redes sociais, o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, reconheceu os graves problemas enfrentados pela capital rondoniense após a divulgação do novo relatório do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, que voltou a colocar Porto Velho na última posição entre as capitais brasileiras em qualidade de vida.
No vídeo, o prefeito afirmou que o cenário negativo não é recente e se arrasta há mais de uma década.
“Porto Velho é a pior capital para se viver no Brasil, e isso não sou eu que estou dizendo, são os índices do IPS. E o mais preocupante é que isso se repete há mais de 10 anos”, declarou.
O IPS Brasil avalia indicadores sociais e ambientais relacionados à qualidade de vida da população, levando em consideração áreas como saúde, educação, segurança, saneamento básico, moradia, inclusão social e acesso a oportunidades. Diferente de indicadores econômicos, o levantamento mede diretamente o bem-estar da população.
Segundo o ranking divulgado nesta quarta-feira (20), Curitiba apareceu como a capital brasileira com melhor qualidade de vida, alcançando 71,29 pontos. Já Porto Velho ficou na última colocação, com 58,59 pontos.
Entre os principais problemas apontados nos relatórios anteriores e atuais estão os baixos índices de saneamento básico, infraestrutura urbana deficiente, insegurança, dificuldades no acesso a serviços públicos e questões ambientais. Estudos do Instituto Trata Brasil também mostram que Porto Velho aparece há anos entre as piores cidades do país em saneamento.
Durante a fala, Léo Moraes admitiu que também possui responsabilidade pela situação da cidade, mas destacou que parte dos indicadores depende de investimentos dos governos estadual e federal.
“Eu também sou um inconformado por isso. Cerca de 40% desses indicadores não correspondem à responsabilidade da Prefeitura”, afirmou.
O prefeito também ressaltou ações realizadas pela atual gestão em pouco mais de um ano de mandato, como a aquisição do primeiro hospital municipal da história da capital, a redução da tarifa do transporte coletivo, renovação da frota de ônibus, implantação de escolas em tempo integral e obras de drenagem em bairros afetados por alagamentos.
“Apesar dos índices negativos e tantos desafios, nossa cidade tem potencial e qualidades para se transformar em um lugar melhor para viver”, disse.

