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PCC “convoca” líderes de outros estados para suprir baixas em SP

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) tem buscado reforçar sua estrutura na Baixada Santista após uma série de operações policiais que resultaram na prisão de integrantes importantes do grupo.

Para suprir essas perdas, lideranças da organização em outros estados passaram a ser chamadas para assumir funções estratégicas em Itanhaém, no litoral de São Paulo.


Entre os nomes que teriam sido deslocados está Everton Araújo Roque, conhecido pelos apelidos “Santista” ou “Vampirinho”. Ele ocupava o cargo de “Sintonia Final” em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, considerado um dos postos mais relevantes dentro da hierarquia da facção.

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O criminoso acabou sendo preso em Itanhaém, suspeito de assumir o controle de um dos principais pontos de comercialização de drogas na cidade.
De acordo com um relatório da Polícia Civil, Santista desempenhava papel estratégico dentro da organização criminosa, incluindo a logística de envio de cocaína de alta pureza para fora do país.

Apesar da posição relevante na facção, seu histórico criminal era considerado discreto pelas autoridades, com apenas um registro por roubo, o que o mantinha fora do foco das investigações locais.


A presença dele em território paulista teria sido motivada pelas recentes prisões de duas mulheres que exerciam influência dentro do grupo na Baixada Santista: Lígia Sanches Moro, conhecida como “Malévola” ou “Loira”, e Ariane de Pontes Rolim, chamada de “Penélope” ou “Pandora”.


Lígia era apontada como peça-chave na distribuição de drogas e na articulação entre diferentes núcleos do PCC, mantendo contato com integrantes que atuavam tanto no litoral quanto em outras regiões do país.


Já Ariane tinha atuação ligada à chamada “justiça paralela” da facção. Investigadores encontraram em seu celular mensagens que tratavam da convocação dos chamados “tribunais do crime”, além de conversas sobre a prestação de contas feita por integrantes responsáveis por julgamentos e execuções dentro da organização criminosa.

🤳Otavio Augusto/Metrópoles

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