Justiça manda soltar operadores de esquema ligados a ex-nora de lula

Jornalismo — Omadeira
A Justiça Federal decidiu, nesta quinta-feira (11/2), revogar as prisões realizadas durante a operação Coffee Break, da Polícia Federal, que apura um esquema de desvio de recursos destinados à Educação em municípios do interior paulista. Cinco investigados estavam detidos.
Os alvos da operação mantinham ligações com Carla Ariane Trindade — ex-nora do presidente Lula — e com Kalil Bittar, ex-parceiro comercial de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carla Ariane foi casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, outro filho do presidente.
A decisão da 11ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) atendeu a um habeas corpus apresentado pelos advogados Alberto Zacharias Toron e Ralph Tórtima Stettinger Filho, que atuam na defesa do vice-prefeito de Hortolândia, Cafú César. Com isso, a prisão dos envolvidos foi substituída por medidas cautelares.
A defesa alegou que a prisão preventiva de Cafú fora decretada com base em argumentos genéricos e sustentada apenas na “gravidade abstrata” da suspeita, condição que, segundo os advogados, deixaria de existir com a renúncia dele ao cargo público.
A extensão do habeas corpus também beneficiou o empresário André Mariano — apontado como chefe do esquema —, o então secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Gomes de Moraes, além de Abdalla Ahmad Fares e Eduardo Maculan. Todos estavam detidos na penitenciária de Guarulhos.
Reportagens anteriores já haviam revelado que o grupo é suspeito de oferecer às prefeituras livros e kits de robótica com preços superfaturados. De acordo com a Polícia Federal, a empresa responsável chegou a revender produtos por valores até 35 vezes superiores ao custo de aquisição. Apenas quatro administrações municipais teriam gerado um faturamento de R$ 111 milhões à companhia de Mariano.
Na sexta-feira (6/12), o Ministério Público Federal apresentou denúncia contra nove investigados na Coffee Break por organização criminosa e lavagem de dinheiro.


