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Homem confundido como carrasco do PCC solto após dois meses preso

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a revogação da prisão de Adadilton Candido da Silva Barreto, de 33 anos, após concluir que ele foi confundido com outro suspeito durante uma investigação relacionada ao crime organizado. A decisão foi tomada na última segunda-feira (1º de junho).

Adadilton havia sido preso em 14 de abril, na cidade do Guarujá, no litoral paulista. Inicialmente, ele foi apontado como integrante de uma facção criminosa e suspeito de participar de julgamentos ilegais promovidos pelo grupo, incluindo um caso ligado ao desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos.

Segundo os autos do processo, a ligação entre o síndico e a investigação ocorreu porque ele recebeu uma transferência via Pix no valor de R$ 30 feita por outro investigado que também havia sido preso.

Posteriormente, conforme informou o Ministério Público de São Paulo (MPSP), as autoridades identificaram o verdadeiro suspeito: André Santos de Araujo, conhecido pelo apelido de “Da7”. A partir dessa constatação, ficou evidente que houve um erro na identificação de Adadilton.

A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) para comentar o caso, mas não recebeu resposta até o fechamento da matéria.

Maria Eduarda havia deixado Curitiba e se mudado para o Guarujá cerca de três meses antes de desaparecer. Ela vivia com o namorado, que relatou à polícia que ambos foram sequestrados por criminosos logo após as comemorações de Ano-Novo.

De acordo com as investigações, os dois possuíam antecedentes relacionados ao tráfico de drogas. A polícia sustenta que a jovem mantinha vínculos com uma organização criminosa rival, enquanto o companheiro não teria ligação com facções.

Nas redes sociais, Maria Eduarda compartilhava fotografias nas quais aparecia com armas de fogo e usando balaclava, acessório que cobre parte do rosto e costuma ser associado a ações criminosas.

Em uma das imagens divulgadas, havia referências à facção mencionada pela polícia, com armas, munições e símbolos que, segundo os investigadores, faziam alusão ao grupo criminoso.

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