Juiz que prendeu Fernandinho Beira-Mar apoia decisão dos EUA e critica postura ‘estranha’ do Brasil

O juiz federal aposentado Odilon de Oliveira defendeu, nesta sexta-feira (29), a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
Responsável pela prisão de Fernandinho Beira-Mar, o magistrado afirmou concordar com a medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Odilon rebateu o argumento de violação da soberania brasileira levantado pelo governo Lula. Segundo ele, o enquadramento das facções como organizações terroristas é uma prerrogativa legal do governo dos Estados Unidos e não impõe ao Brasil a obrigação de adotar a mesma classificação.
O ex-juiz destacou o poder de fogo e a capacidade de organização dos grupos criminosos, citando os ataques promovidos em São Paulo em 2006 e a influência exercida atualmente em diversas áreas do Rio de Janeiro como exemplos do fortalecimento dessas facções.
Ao criticar a atuação do Estado brasileiro, que classificou como omissa diante do avanço do crime organizado, Odilon afirmou que as organizações praticam uma espécie de “terrorismo político-administrativo”. De acordo com ele, esses grupos buscam ampliar sua influência sobre estruturas estatais para obter vantagens econômicas e fortalecer suas atividades ilícitas.
Com informações de Estadão


