Deputado federal denuncia pedágio no Rio Madeira e alerta para impacto sobre ribeirinhos e produtores

Deputado afirma que medida pode prejudicar populações mais pobres e cobra explicações do Governo Federal sobre eventual cobrança na hidrovia.
O deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-RO) voltou a manifestar preocupação com a possibilidade de implantação de cobrança de pedágio para a navegação no Rio Madeira, medida que, segundo ele, estaria sendo discutida pelo Governo Federal e poderá entrar em vigor nos próximos anos.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar classificou a proposta como um “absurdo” e afirmou que tem buscado, junto à bancada federal de Rondônia, alternativas para impedir a medida. Segundo ele, diversos ofícios já foram encaminhados ao Ministério responsável, além de pedidos de audiência para esclarecimentos sobre o projeto.
“Não vamos aceitar o pedágio no Rio Madeira. É um absurdo o que estão querendo fazer com a população da nossa região. Estamos lutando, brigando, pedindo audiência, enviando ofícios e nos posicionando contra essa proposta”, declarou Fernando Máximo.
O deputado afirmou que uma das principais preocupações é a falta de informações sobre como funcionaria a eventual cobrança e quem seria atingido pela medida. Entre os questionamentos levantados pelo parlamentar estão possíveis taxas para embarcações de passageiros, pequenos produtores rurais e comunidades ribeirinhas que dependem do rio para transporte e comercialização de alimentos.
“Quem vai pagar esse pedágio? Os barcos de passageiros vão pagar? As canoas das pessoas que vêm do Baixo Madeira trazendo banana, farinha e outros produtos para vender nas feiras também serão cobradas? Ninguém explica nada. São muitas dúvidas e pouca transparência”, criticou.
Fernando Máximo também argumentou que a medida poderá impactar principalmente a população de baixa renda, que utiliza o Rio Madeira como principal via de deslocamento e sustento.
“Os mais prejudicados serão justamente os mais humildes, aqueles que dependem diariamente do rio para trabalhar, estudar, buscar atendimento de saúde e garantir o sustento da família. Não podemos aceitar que essas pessoas sejam penalizadas”, afirmou.
Durante o pronunciamento, o deputado comparou a situação ao processo de concessão da BR-364, alegando que decisões de grande impacto para a população estariam sendo tomadas sem amplo debate público.
Até o momento, o Governo Federal não se pronunciou oficialmente sobre os questionamentos apresentados pelo parlamentar. Fernando Máximo informou que continuará buscando esclarecimentos junto aos órgãos competentes e cobrando transparência sobre qualquer proposta relacionada à cobrança de tarifas na principal hidrovia de Rondônia.
A possível implantação de pedágio no Rio Madeira tem gerado debates entre lideranças políticas, produtores rurais, empresários do setor de transporte fluvial e comunidades ribeirinhas, que aguardam informações oficiais sobre o tema.

