Relatório do TCU expõe falha no governo federal que fortalece CV e PCC

Jornalismo — OMadeira
Um levantamento feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou falhas na execução do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), iniciativa do governo federal voltada ao combate de crimes nas regiões de fronteira do país. De acordo com a auditoria, a baixa implementação das ações previstas tem criado um cenário favorável para o avanço de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O relatório técnico aponta que pouco mais da metade das medidas planejadas saiu do papel. Dos 42 projetos estruturados para fortalecer a cooperação entre órgãos de segurança, inteligência e fiscalização, apenas 23 foram colocados em prática. Outros 19 sequer foram iniciados ou acabaram interrompidos ao longo do processo.
Segundo o TCU, essa baixa execução compromete diretamente a eficiência das ações de combate ao crime organizado nas regiões fronteiriças. A falta de implementação plena das estratégias facilita a entrada de drogas e armas no país, além de ampliar atividades ilegais como contrabando e tráfico.
O documento também utiliza informações da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), que indicam o crescimento da atuação das principais facções criminosas no território nacional. Para os auditores, a fragilidade no controle das fronteiras brasileiras tem sido um dos fatores que contribuem para o fortalecimento dessas organizações e para o aumento da violência.




