“Achei que era dengue”, diz servidor do Detran após descobrir Mpox em Porto Velho — VÍDEO

Jornalismo — OMadeira
Um servidor que atua na área de fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran) revelou nas redes sociais que foi diagnosticado com Mpox na cidade de Porto Velho.
Identificado como Sáimon Rio Nildo Flores, ele publicou um vídeo relatando como percebeu os primeiros sinais da doença e todo o processo até a confirmação do diagnóstico.
Segundo o servidor, os sintomas começaram de forma semelhante a outras doenças comuns na região. Ele contou que apresentou febre, dores de cabeça intensas, calafrios e um forte mal-estar, o que inicialmente o levou a acreditar que poderia estar com gripe ou até mesmo dengue.
Após realizar exames, essas suspeitas foram descartadas e a possibilidade levantada naquele momento foi de uma virose. Com o passar dos dias, porém, surgiram novos sinais que despertaram preocupação. Sáimon relatou o aparecimento de ínguas doloridas e pequenas lesões na pele.
De acordo com ele, a primeira marca parecia algo simples, parecido com um pelo encravado, mas evoluiu rapidamente para uma lesão mais evidente, característica da doença.
Diante da mudança no quadro, o servidor decidiu procurar atendimento médico. Ele contou que chegou a buscar assistência no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), mas posteriormente foi até a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Sul de Porto Velho, onde passou por avaliação e teve material coletado para exames laboratoriais.
Alguns dias depois, veio a confirmação: o diagnóstico positivo para Mpox. Segundo Sáimon, a fase inicial foi a mais difícil, marcada por febre alta, dores de cabeça, calafrios, dor atrás dos olhos, tosse e um cansaço intenso. Ele contou que, devido à fraqueza, chegou a interromper várias vezes atividades simples em casa.
Após a confirmação da doença, os profissionais de saúde orientaram que ele permaneça em isolamento até que todas as lesões sequem e cicatrizem completamente. Somente depois desse período será possível retomar a rotina normal.
Em seu relato, o servidor também alertou sobre a importância de não coçar as lesões provocadas pela doença, já que o contato pode espalhar o vírus para outras partes do corpo.
Ainda segundo ele, até o dia 2 de março haviam sido registrados 11 casos de Mpox em Rondônia, envolvendo pacientes com idades entre 8 e 38 anos. Sáimon afirmou acreditar que pode ser a pessoa mais velha entre os casos confirmados no estado.
Enquanto se recupera, ele informou que permanece em casa, seguindo as recomendações médicas e aguardando a cicatrização completa das lesões para encerrar o período de isolamento.


