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China aplicará tarifa de 55% sobre a carne brasileira a partir de 1°/1

O governo da China anunciou que passará a adotar novas restrições à entrada de carne bovina estrangeira a partir de 1º de janeiro de 2026. As regras valerão até 31 de dezembro de 2028 e fazem parte de um conjunto de medidas de proteção ao mercado interno, segundo informou o Ministério do Comércio chinês nesta quarta-feira (31).


A decisão ocorre após a conclusão de uma investigação iniciada no fim de dezembro de 2024, que analisou o impacto das importações de carne bovina sobre os produtores locais.

Com o encerramento do processo, Pequim optou pela aplicação de um mecanismo de salvaguarda para controlar o volume de carne que entra no país.


O novo modelo prevê a criação de cotas tarifárias individualizadas por país exportador, incluindo o Brasil. Caso os embarques ultrapassem os limites definidos, o excedente será taxado com um imposto adicional de 55%, encarecendo o produto no mercado chinês.


As medidas terão validade de três anos e, de acordo com o governo chinês, haverá uma redução gradual das restrições ao longo do período, em etapas previamente estabelecidas.


Para países e regiões classificados como em desenvolvimento, as regras não serão aplicadas automaticamente, desde que a participação individual nas importações chinesas não ultrapasse 3%, e que o total combinado desses países permaneça abaixo de 9%.

Caso esses percentuais sejam superados, as salvaguardas passarão a valer a partir do ano seguinte. A iniciativa pode impactar diretamente os principais exportadores de carne bovina para a China e deve provocar reações no comércio internacional do setor.

*Getty Images

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