Política

O JOGO POLÍTICO DA DISPUTA PELO SENADO TERMINOU PARA MARCOS ROCHA? HÁ 102 DIAS ATÉ A RESPOSTA DEFINITIVA

Por Sérgio Pires

Tem muita gente dando como definitivo e é bem possível que isso ocorra. Mas, é sempre bom lembrar que na política a coisa definitiva só se pode considerar depois que os prazos acabem. O governador Marcos Rocha anunciou, perante seu secretariado e até pessoas não ligadas ao governo, que eventualmente estavam no local, que estaria abrindo mão de concorrer ao Senado, ficaria no cargo até 31 de dezembro de 2026. Um importante assessor, muito próximo a ele, já havia comentado a portas fechadas, dias atrás, que as chances de Rocha concorrer ao Senado seriam na faixa de 30 por cento.

Outro parceiro muito próximo a Rocha disse que, na verdade, “ele disse que concorrer ao Senado não era sua maior prioridade. É sim fazer as entregas de tudo que quer entregar à população. Se isso implicar em abrir mão de disputar a eleição, ele o fará, por opção”. Ou seja, neste momento, Marcos Rocha não é mais candidato a uma das duas cadeiras ao Senado; sua esposa, a competente Luana Rocha também estaria fora da disputa de uma vaga à Câmara Federal e seu irmão, Sandro Rocha, que tem comandado o Detran com grande sucesso, igualmente fica fora dos pretendentes à Assembleia Legislativa. E nem Sérgio Gonçalves assumirá o Governo.

Afinal, a decisão anunciada de Marcos Rocha é ou não definitiva? A resposta é simples: sim, neste momento é. Ocorre que até o anúncio oficial será daqui a cerca de 100 dias, em 4 de abril. E até lá, muitos acontecimentos ainda vão se registrar na política rondoniense. Obviamente que ao dizer que não concorre e, caso mude de ideia neste futuro próximo, Rocha poderá ter muitos prejuízos eleitorais, até porque seus votos já estarão divididos entre os outros pretendentes. Contudo, é sempre bom lembrar, só os ingênuos acreditam que as coisas na política são definitivas, antes que todos os prazos sejam cumpridos.

Sabe-se que Marcos Rocha não pretende deixar seu cargo antes de cumprir metas que ele considera importantes. Mesmo com investimentos na saúde que praticamente quadruplicaram em seu governo, ele tem como meta central, ainda, entregar o novo Hospital de Urgência e Emergência de Porto Velho ainda em seu mandato. Tem dezenas de obras em andamento, em cada canto de Rondônia, para concluir e entregar. Tudo isso vai pesar, quando chegar o 4 de abril.

De outro lado, é preciso por na balança todos os riscos que terão que ser enfrentados caso fique sem mandato a partir de 2027, além, é claro, de todo o grupo político no seu entorno, que também ficará fora do processo. Rocha, contudo, tem muitas cartas na manga. Certamente vai usá-las até a decisão definitiva. Faltam 102 dias. Até lá, fica o suspense!

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