Pobreza na Argentina cai ao menor nível desde 2018, aponta INDEC

Por Jornalismo — Omadeira
A taxa de pobreza na Argentina caiu para 31,6% no primeiro semestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INDEC). Esse é o menor patamar registrado desde o primeiro semestre de 2018, quando o índice havia sido de 23,7%.
De acordo com o levantamento, o número representa cerca de 9,5 milhões de pessoas em situação de pobreza nas principais áreas urbanas do país. O estudo também aponta queda na indigência (ou pobreza extrema), que recuou de 8,2% para 6,9% no mesmo período.
Contexto e impacto
A redução acontece após um período de forte crise econômica, marcada por inflação elevada e aumento expressivo da pobreza em anos anteriores. Em 2024, a taxa havia superado 50%, alcançando um dos níveis mais altos da série histórica.
Especialistas afirmam que a queda atual está ligada ao controle da inflação e a ajustes macroeconômicos implementados pelo governo de Javier Milei, que assumiu a presidência em dezembro de 2023. Apesar da melhora estatística, economistas alertam que muitas famílias ainda enfrentam baixa renda, desemprego e dificuldades de consumo.
Limitações da pesquisa
O levantamento do INDEC considera apenas as 31 principais regiões metropolitanas da Argentina, sem incluir áreas rurais, que tradicionalmente apresentam índices mais elevados de vulnerabilidade social.
Além disso, analistas ressaltam que, embora os números indiquem avanço, a recuperação da qualidade de vida depende de políticas de médio e longo prazo, especialmente em setores como saúde, educação e geração de emprego.
Comparativo histórico
2018 (1º semestre): 23,7%
2024 (1º semestre): 52,9%
2025 (1º semestre): 31,6%
O resultado mostra uma queda de mais de 20 pontos percentuais em apenas um ano, configurando a maior redução em sete anos.
Em resumo: A pobreza na Argentina caiu para o menor nível desde 2018, segundo o INDEC. Apesar do resultado positivo, especialistas alertam que a melhora ainda não se reflete de forma uniforme em toda a sociedade.
Foto: EFE/ André Coelho



