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Vendedora vascaína é agredida e roubada por torcedores do Flamengo após clássico dos milhões no Maracanã

Monalisa utilizou as redes sociais para relatar o episódio, nesta segunda-feira (22)

Uma vendedora de doces denuncia que foi agredida por torcedores enquanto trabalhava no clássico entre Flamengo X Vasco, que aconteceu no Maracanã, na Zona Norte do Rio, no último domingo (21). Monalisa utilizou as redes sociais para relatar o episódio, nesta segunda-feira (22). Em um vídeo, a mulher aparece machucada, com um hematoma no olho e com o braço imobilizado. Ela também caiu e quebrou um dente. Monalisa conta, com a agressão, precisou deixar todos os produtos que venderia para trás.

No domingo, momentos antes de sair para trabalhar, a mulher publicou um vídeo nas redes sociais, sorridente, mostrando a produção e dizendo que esperava vender as 14 caixas de doce que preparou para o dia. Monalisa, que é torcedora do Vasco da Gama, utiliza os recursos para ajudar nos cuidados de cerca de 80 animais de rua, que são acolhidos por ela. A vítima ressaltou que recebe ajuda de diversos torcedores rivais, assim como já recebeu auxílio do goleiro Fábio, do Fluminense, quando foi ao CT do Tricolor vender doces.

Na ocasião, o arqueiro doou R$1500 para ajudar na construção de um abrigo de cachorros idealizado por Monalisa. Além disso, ela também lembrou do fotógrafo Marcão, do Botafogo, que já fez campanhas para o projeto da mulher. “Independente de time, né? Temos que respeitar. Tenho tantos amigos flamenguistas, tantos amigos de outros times, tantas pessoas boas”, disse Monalisa.

“Deixei minhas coisas para trás, quem tiver um isopor ou um carrinho, pode estar me doando, me ajudando, para eu voltar a vender minhas coisas. Eu não vou parar. É isso, que as pessoas se conscientizem e parem com isso. Eu saí para trabalhar, só eu sei quantas dificuldades tenho tido com minhas coisas, o que eu tenho passado. Fiquei muito chateada, saí (de casa) tão feliz, sabe? E hoje tô aqui assim…”, completou a vascaína.

Emocionada, ela pede ajuda para retomar a venda de doces e seguir na missão de ajudar os animais. Procurada, a Polícia Militar afirmou que não houve acionamento das unidades responsáveis pelo policiamento na região para o caso relatado.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, não houve registro de ocorrência com essas características na delegacia da área. A instituição orientou que todos os casos sejam registrados, permitindo que os fatos sejam investigados e que os criminosos sejam identificados e responsabilizados.

 Fonte/Créditos: Band/Terra

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