NA GUERRA ENTRE OS PODEROSOS, ATACAR ALVOS SECUNDÁRIOS PODE SER UM GRAVE ERRO TÁTICO

Por Sérgio Pires — Opinião de Primeira
Há um engano de alvo. Pessoas ligadas à política local, ao invés de atacar os seus adversários ou se reconciliar com eles, andam fazendo ameaças (ainda sutis) a jornalistas que dão sua opinião sobre o evento, mas não têm o poder de mudar a realidade, porque ela é imutável. Não importam as opiniões de quem não tem o poder de resolver o assunto. Importa que os poderosos de plantão ou se acertem ou rompam de uma vez por todas, sem encher o saco de quem apenas escreve, opina e, eventualmente, dá um pitaco, mesmo que interpretado como mais pesado.
Ofender quem escreve, mas não tem o poder de resolver a crise, é de uma falta de visão absolutamente inacreditável. Obviamente que uma Fake News, uma notícia inventada, uma informação baseada na mentira, pode e deve ser contestada, pelos caminhos legais, claro. Mas uma opinião, baseada em acontecimentos reais, com questionamentos dentro do razoável, sem fugir da verdade, merece ofensas e comentários acima do tom de uma conversa respeitosa?
O conselho que se pode dar é que as partes envolvidas se definam. Ou fiquem do mesmo lado ou partam para uma clara, notória e pública divisão. São todos poderosos e endinheirados e, quando brigam, que briguem entre eles. Criar alvos secundários, não só não é inteligente como desvia o foco sobre com quem se deve digladiar. Transferir para terceiros, ainda mais quem não tem o poder e o dinheiro dos grupos envolvidos, é apenas uma demonstração de fraqueza. Forte é quem ataca aqueles que têm sua mesma força!




