EMPATE HISTÓRICO? Saiba quem venceria a eleição presidencial se Lula e Flávio Bolsonaro tivessem o mesmo número de votos

Os brasileiros vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República no segundo turno das Eleições 2026. A disputa envolve Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Mas você sabe o que aconteceria se os dois candidatos terminassem a votação com exatamente a mesma quantidade de votos válidos?
Embora seja uma situação extremamente incomum, a legislação eleitoral brasileira prevê uma solução para esse cenário. Conforme o artigo 110 do Código Eleitoral, quando há empate na votação entre candidatos, o critério de desempate favorece aquele que tiver a maior idade.
Nesse caso hipotético, Lula seria beneficiado pela regra, já que tem 80 anos, enquanto Flávio Bolsonaro tem 45 anos.
Vale destacar, porém, que essa possibilidade só seria considerada se os dois candidatos recebessem exatamente o mesmo número de votos válidos. Se um deles conquistasse apenas um voto a mais que o adversário, a diferença já seria suficiente para definir o vencedor, sem necessidade de aplicar o critério de idade.
O que acontece se os candidatos terminarem empatados?
A legislação eleitoral estabelece mecanismos para resolver situações em que dois concorrentes apresentam a mesma votação. De acordo com o artigo 110 do Código Eleitoral, a preferência, nesse caso, é dada ao candidato mais velho.
Na eleição para a Presidência da República, a escolha do vencedor considera a maioria dos votos válidos, conforme determina o artigo 77 da Constituição Federal.
Assim, em uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, três cenários poderiam ocorrer:
- Vitória de Lula: caso o candidato do PT obtenha mais votos válidos que o adversário, será eleito presidente.
- Vitória de Flávio Bolsonaro: se o candidato do PL terminar com uma quantidade superior de votos válidos, conquistará a Presidência.
- Empate na votação: se os dois receberem exatamente o mesmo número de votos válidos, será aplicado o critério de desempate previsto na legislação eleitoral, que favorece o candidato mais velho.
Votos brancos e nulos podem influenciar o resultado?
Na apuração eleitoral, somente os votos válidos destinados aos candidatos são considerados para determinar quem venceu a disputa. Os votos brancos e nulos não entram nessa contagem e, portanto, não são somados à votação de nenhum dos concorrentes.
Isso significa que a quantidade de votos brancos e nulos não modifica o critério utilizado para resolver um eventual empate entre os candidatos.
Para entender melhor, imagine uma situação em que Lula e Flávio Bolsonaro recebam 60 milhões de votos válidos cada um. Mesmo que o total de votos brancos e nulos seja elevado, a igualdade entre os candidatos continuaria caracterizada.
Nesse cenário hipotético, seria necessário recorrer à regra de desempate prevista na legislação eleitoral.
Empate técnico não significa empate na votação
Outro ponto importante é diferenciar o chamado empate técnico, identificado nas pesquisas eleitorais, de uma igualdade real no resultado das urnas.
O empate técnico acontece quando a diferença entre dois candidatos está dentro da margem de erro de uma pesquisa. Isso significa que, considerando a metodologia e a margem de erro do levantamento, não é possível apontar com segurança estatística qual candidato está à frente.
Já o empate nas urnas só pode ser identificado após a apuração oficial, quando os dois candidatos apresentam exatamente a mesma quantidade de votos válidos.
Diferentemente das pesquisas, a contagem oficial dos votos não trabalha com margem de erro para definir o vencedor. Por isso, mesmo uma diferença mínima pode ser decisiva.
Um único voto pode decidir a eleição?
Sim. Em uma disputa eleitoral, a diferença de apenas um voto válido pode ser suficiente para determinar quem venceu, desde que a apuração oficial confirme esse resultado.
Portanto, caso Lula ou Flávio Bolsonaro termine o segundo turno com um voto válido a mais que o adversário, o candidato com a maior votação será declarado vencedor, sem necessidade de utilizar a idade como critério de desempate.
A regra que favorece o candidato mais velho só entra em cena diante de uma igualdade exata na votação, conforme previsto na legislação eleitoral.



