Atraso de repasses ameaça funcionamento de UTIs em Rondônia e coloca pacientes em risco

Empresas responsáveis por serviços hospitalares essenciais relatam falta de pagamentos desde agosto; impasse na Assembleia Legislativa dificulta liberação de recursos e aumenta temor de paralisação.
A saúde pública de Rondônia enfrenta um cenário de incerteza diante do atraso nos pagamentos a empresas responsáveis pela manutenção de serviços hospitalares essenciais. Segundo informações divulgadas pelo portal Ei Rondônia, prestadores de serviços que atuam em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), unidades neonatais e outros setores especializados estão sem receber repasses do Governo do Estado desde agosto.
A situação acende um alerta sobre a continuidade dos atendimentos, especialmente em unidades que recebem pacientes em estado grave e dependem de funcionamento ininterrupto.
Além das dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas contratadas, o problema também afeta profissionais que trabalham nesses serviços. Conforme a reportagem original, funcionários estão com salários atrasados, enquanto os prestadores enfrentam dificuldades para manter equipes especializadas, equipamentos e a estrutura necessária ao funcionamento das unidades.
Projeto para liberar recursos enfrenta dificuldades na Assembleia
Na tentativa de solucionar o impasse, o Governo de Rondônia encaminhou à Assembleia Legislativa (ALE-RO) uma proposta de suplementação orçamentária destinada a viabilizar o pagamento dos valores pendentes.
Entretanto, a tramitação da matéria enfrenta dificuldades em razão da falta de quórum nas sessões legislativas e de pedidos de vista que vêm retardando a apreciação de projetos.
Na manhã desta quinta-feira (22), uma sessão plenária contou com apenas sete deputados estaduais presentes, número insuficiente para a realização da votação, segundo a publicação.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Alex Redano, do Republicanos, estaria buscando reunir parlamentares para permitir a deliberação das propostas pendentes.
Possível paralisação preocupa pacientes e familiares
A continuidade dos atrasos aumenta o risco de interrupção de serviços considerados indispensáveis à rede pública de saúde.
As UTIs são responsáveis pelo atendimento de pacientes que necessitam de vigilância permanente, suporte intensivo e equipamentos especializados. Uma eventual paralisação pode comprometer a assistência prestada a pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
A preocupação também alcança as unidades neonatais, destinadas ao atendimento de recém-nascidos que precisam de cuidados intensivos.
De acordo com as informações divulgadas, empresários do setor afirmam enfrentar dificuldades crescentes para manter suas atividades e relatam ausência de uma resposta efetiva do Governo do Estado sobre a regularização dos pagamentos.
Até a publicação da reportagem consultada, não havia confirmação de paralisação efetiva das unidades, mas o risco de suspensão dos serviços era apontado como iminente.
Crise exige solução urgente
O impasse evidencia a importância de uma solução administrativa e legislativa capaz de assegurar a continuidade da assistência hospitalar.
Com pagamentos pendentes desde agosto e sem definição sobre a liberação dos recursos, cresce a preocupação de que dificuldades orçamentárias atinjam diretamente pacientes que dependem dos serviços públicos de saúde.
A expectativa é que o Governo de Rondônia e a Assembleia Legislativa encontrem uma solução para regularizar os repasses e evitar que a crise financeira dos prestadores comprometa o funcionamento das unidades.
Enquanto não houver uma definição, a principal preocupação permanece sendo a segurança dos pacientes e a continuidade dos atendimentos essenciais.
Fonte: Portal Ei Rondônia, matéria publicada em 22/10/2026, com crédito original ao PVH24Horas. Texto reescrito com estrutura e linguagem jornalística próprias, a partir das informações divulgadas pela fonte. Não houve confirmação independente dos pagamentos em atraso ou da tramitação legislativa.
