MUDOU DE FACÇÃO, RASGOU A CAMISA E ACABOU ESPANCADO: detento apanha da antiga facção no presídio 603

Agressão teria relação com a tentativa de mudança de facção criminosa; após receber atendimento do SAMU, detento não foi encaminhado ao hospital por falta de escolta, segundo informações preliminares.
Um detento foi espancado dentro da Penitenciária Estadual Jorge Thiago Aguiar Afonso, conhecida como presídio 603, em Porto Velho (RO), nesta terça-feira (20). A agressão teria relação com um conflito envolvendo facções criminosas rivais e uma suposta tentativa de mudança de grupo por parte do apenado.
MUDANÇA DE FACÇÃO TERIA MOTIVADO AGRESSÃO
Conforme as informações relatadas sobre o caso, o detento teria integrado anteriormente o Comando Vermelho (CV), mas posteriormente tentado migrar para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nesse processo, ele teria passado pelo chamado ritual de entrada na nova facção, que incluiria rasgar a camisa como forma de demonstrar o rompimento com o grupo anterior.
Entretanto, a suposta tentativa de ingresso no PCC também não teria sido aceita, deixando o detento em uma situação de conflito entre os grupos criminosos.
A situação teria culminado em uma agressão praticada por integrantes de sua antiga facção, que o espancaram dentro da unidade prisional.
SAMU PRESTOU ATENDIMENTO, MAS DETENTO NÃO FOI AO HOSPITAL
Após a agressão, profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionados e compareceram à unidade prisional para prestar atendimento ao detento.
Apesar da assistência prestada no local, ele não teria sido encaminhado a uma unidade de saúde porque não havia escolta disponível para realizar o transporte, conforme o relato da ocorrência.
Com isso, o apenado permaneceu dentro do presídio, mesmo após ter sido vítima das agressões.
Além do detento agredido, informações preliminares apontam que outros cinco a seis presos também estariam sob ameaça dentro da unidade prisional. As possíveis ameaças estariam relacionadas a conflitos envolvendo a troca de facção criminosa. Caso confirmada, a situação pode indicar um cenário de tensão entre detentos, levantando preocupações quanto à segurança dos presos envolvidos. Até o momento, porém, essas informações não foram confirmadas oficialmente.
Espaço segue aberto para a direção do presídio, caso queira se manifestar sobre as informações publicadas pelo jornalismo de OMadeira.



