Daniel Barroso e William Borges vão a novo júri por morte de empresário com colher de pau em Rondônia

O julgamento de Daniel Barroso de Souza e William Borges Costa, acusados de envolvimento na morte do empresário Edson Nascimento Dalto, começou nesta quinta-feira (15), em Rondônia. O caso voltou à pauta após a primeira sessão do júri ser interrompida em maio, quando os advogados de defesa deixaram o plenário alegando falta de tempo para analisar documentos anexados ao processo.
De acordo com as investigações, Edson Dalto foi brutalmente agredido e morto com uma colher de pau. Após o crime, o corpo teria sido levado e jogado em um rio na região de Candeias do Jamari.
O primeiro julgamento estava previsto para o dia 12 de maio, mas acabou adiado depois que a defesa dos acusados abandonou a sessão. Os advogados argumentaram que não tiveram acesso adequado a materiais considerados importantes para a análise do caso, incluindo gravações de audiências realizadas na fase inicial do processo.
O promotor de Justiça Marcos Alexandre criticou a postura da defesa e afirmou que a questão foi apresentada às vésperas do julgamento. Segundo ele, a atitude pode ser caracterizada como uma “nulidade de algibeira”, expressão jurídica utilizada quando uma parte deixa para apontar uma possível irregularidade processual em um momento estratégico.
Para o representante do Ministério Público, o adiamento trouxe prejuízos tanto para os familiares da vítima, que aguardam uma resposta da Justiça, quanto para os próprios réus, que permanecem presos à espera do julgamento.
FAMÍLIA COBRA JUSTIÇA
A irmã da vítima, Sirley Dalto, relatou a indignação dos familiares diante da demora para que o caso seja julgado. Segundo ela, a família espera que os acusados sejam responsabilizados caso sejam condenados pela Justiça.
Sirley afirmou que nada poderá devolver o irmão à família, mas destacou que a condenação, se confirmada, representaria uma resposta diante da gravidade do crime.
O adiamento anterior também aumentou a angústia dos parentes. Conforme o relato de Sirley, a esposa e as filhas de Edson aguardavam o julgamento, e uma das filhas não estava se sentindo bem naquele dia.
Enquanto a família busca uma resposta para o crime, a defesa sustenta que documentos e provas considerados relevantes ainda precisavam ser analisados. Agora, com o início da nova sessão nesta quinta-feira (15), a expectativa é pelo andamento do julgamento de um caso que provocou grande comoção entre os familiares da vítima.




