Dentista condenado por transmissão de HIV responde a nova ação penal com denúncias de três mulheres

O cirurgião-dentista Jean José Dunga de Oliveira, de 41 anos, condenado pela Justiça por transmitir HIV à então namorada, também responde a uma segunda ação penal em Porto Velho envolvendo outras três mulheres. O processo reúne acusações de lesão corporal gravíssima, perigo de contágio de doença grave e, em dois dos casos, estupro.
Na primeira ação, Jean recebeu pena de cinco anos de prisão em regime semiaberto e foi condenado a pagar R$ 50 mil de indenização à vítima. O segundo processo ainda está em andamento e tramita sob sigilo para preservar a identidade das mulheres envolvidas.
Jean foi preso em junho de 2026, após denúncias de quatro vítimas. De acordo com o Ministério Público de Rondônia (MP-RO), a prisão preventiva foi solicitada diante da suspeita de que ele teria continuado a manter relações com outras mulheres e transmitido o vírus mesmo após já responder a processo criminal.
As investigações começaram a partir de atendimentos realizados pelo Núcleo de Atendimento às Vítimas (Navit) do MP-RO. A primeira mulher procurou o órgão em 4 de dezembro de 2025 e relatou ter sofrido violência sexual. Posteriormente, descobriu que havia sido infectada pelo HIV.
Seis dias depois, uma segunda mulher apresentou um relato semelhante. Já em janeiro de 2026, uma terceira vítima chegou ao Navit encaminhada pelo Serviço de Atendimento Especializado (SAE), unidade de Porto Velho que oferece atendimento, testagem e tratamento para pessoas que vivem com HIV e Aids.
As denúncias das três primeiras mulheres foram reunidas em uma mesma ação judicial. Jean passou a responder por lesão corporal gravíssima e perigo de contágio de doença grave. Em relação a duas das vítimas, também foi denunciado por estupro.
Segundo informações disponíveis em currículos profissionais na internet, Jean se identifica profissionalmente como cirurgião-dentista especializado em implantodontia.




