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PRISÃO BARRADA: Mulher confessa morte do marido, mas não é presa por causa da regra eleitoral em RO

Priscila de Jesus, apontada como principal suspeita pela morte do marido, o fazendeiro Vanderlei Poyer de Oliveira, de 42 anos, se apresentou à Polícia Civil na quarta-feira (30) e admitiu ter cometido o crime. Segundo o delegado Flaviano José, a mulher afirmou que agiu para se defender de agressões durante uma discussão.

Mesmo com um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça, Priscila não foi detida neste momento. Isso ocorre porque a legislação eleitoral restringe prisões e detenções de eleitores nos cinco dias que antecedem a votação e nas 48 horas posteriores ao encerramento da eleição, salvo situações previstas em lei. Nas Eleições 2026, esse período começou em 29 de setembro.

Vanderlei foi morto na noite de domingo (27), e o corpo acabou localizado às margens de uma estrada. Uma caminhonete com as portas traseiras abertas estava próxima ao local. Dentro do veículo, policiais encontraram marcas de sangue e uma bolsa contendo carteira e documentos pertencentes a Priscila.

De acordo com o depoimento apresentado à polícia, o casal discutiu dentro da caminhonete e Priscila teria utilizado uma faca durante o confronto, alegando que tentava se proteger das agressões. As duas filhas do casal estavam no veículo no momento do crime.

O exame realizado pelo médico-legista apontou uma perfuração no lado esquerdo do peito de Vanderlei. Ele também apresentava ferimentos nas mãos, que, segundo o delegado, podem ser compatíveis com uma tentativa de defesa.

A faca apontada como sendo utilizada no crime foi localizada dentro da caminhonete. Ainda conforme a investigação, testemunhas disseram que Vanderlei tinha o costume de manter uma faca no veículo.

Após o golpe, segundo a versão apresentada pela investigação, Priscila deixou uma das filhas próxima ao corpo do marido, às margens da rodovia, e seguiu em direção à área urbana para procurar ajuda.

Ela teria chegado a um estabelecimento comercial e informado ao proprietário que o marido estava morto. Depois disso, deixou o local e não foi mais encontrada até se apresentar à Polícia Civil.

O delegado explicou que, durante o período de restrição eleitoral, a prisão de um eleitor somente pode ocorrer nas hipóteses previstas no Código Eleitoral, como flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto.

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