Do celular às digitais: como a polícia chegou ao irmão de mulher morta em RO — ENTENDA

Impressões digitais, uso do celular da vítima e tentativas de acesso a contas digitais estão entre os vestígios que levaram a Polícia Civil de Rondônia (PCRO) a identificar cinco suspeitos de envolvimento no latrocínio que matou Poliana dos Santos Gonçalves, de 31 anos, em Machadinho D’Oeste (RO). Entre os investigados está o irmão da vítima, João Vitor dos Santos Gonçalves, de 24 anos, preso preventivamente na quinta-feira (24).
De acordo com a investigação, além dos vestígios encontrados na residência, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança, depoimentos, laudos periciais, movimentações financeiras e informações repassadas por testemunhas.
Segundo a PCRO, o conjunto de provas reunido durante as investigações apontou a participação de cada um dos cinco suspeitos no crime, que ocorreu em março deste ano e é investigado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Três dos investigados estão presos preventivamente. Os outros dois suspeitos morreram durante o andamento das investigações.
Irmão foi quem comunicou a morte
Na época do crime, foi João Vitor quem procurou a polícia para comunicar que havia encontrado a irmã morta.
Segundo o relato apresentado aos investigadores, ele foi até a casa de Poliana depois de receber ligações de colegas de trabalho informando que ela não havia comparecido ao plantão.
Ao chegar ao imóvel, o irmão encontrou a porta dos fundos aberta. Poliana estava morta no quarto, caída ao lado da cama.
Inicialmente tratado como testemunha, João Vitor passou a ser alvo da investigação ao longo das apurações.
Entre os elementos analisados pela polícia estavam o uso do chip de celular da vítima após o crime, tentativas de acesso às contas digitais de Poliana e impressões digitais encontradas na residência.
A delegada Maria Braga também afirmou que o comportamento apresentado pelo irmão após a morte chamou a atenção dos investigadores.
“Frio, não esboçava sentimentos, pressa em sepultar a irmã, segundo informações, evitava se unir à família no sepultamento”, declarou a delegada.
Investigação foi mantida em sigilo
O caso permaneceu sob sigilo durante parte das investigações. Com o avanço das apurações, a Polícia Civil reuniu diferentes elementos que, segundo a corporação, ajudaram a esclarecer a dinâmica do crime e identificar os suspeitos.
Após a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que dará continuidade aos procedimentos judiciais.


