Polícia

Mulher que ajudou polícia a resgatar vítima do ‘tribunal do crime’ é sequestrada e encontrada morta

Vítima teria fornecido informações que ajudaram a localizar mulher levada para possível execução no chamado “tribunal do crime”; investigação apura se assassinato foi uma retaliação

Uma mulher que teria fornecido informações fundamentais para o resgate de uma vítima que seria executada por integrantes de uma facção criminosa foi sequestrada na noite desta quarta-feira (24) e posteriormente encontrada morta no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal.

As informações foram obtidas com exclusividade pelo Via Certa Natal.

O caso tem relação com uma ocorrência registrada em 23 de agosto, quando uma mulher mantida refém por integrantes de uma facção criminosa foi localizada durante uma operação integrada das forças de segurança no Rio Potengi.

Segundo as autoridades, a vítima era transportada em uma embarcação e seria levada para ser executada em um chamado “tribunal do crime”.

Na ocasião, informações repassadas pela mulher que posteriormente foi assassinada teriam sido fundamentais para auxiliar as forças de segurança na localização da vítima.

O Potiguar 01, do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER), realizou buscas pelo Rio Potengi e localizou a embarcação nas proximidades da comunidade Passo da Pátria.

A aeronave passou a acompanhar a embarcação. De acordo com as informações divulgadas sobre a operação, os suspeitos interromperam o deslocamento e retornaram ao ponto de origem.

No desembarque, equipes do 1º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Choque realizaram a abordagem. Os suspeitos foram presos e a vítima que estava sendo transportada foi libertada.

Mulher foi sequestrada pouco mais de um mês depois

Pouco mais de um mês após o resgate, na noite de 24 de setembro, a mulher que teria contribuído com as informações para localizar a vítima foi sequestrada.

Ela foi encontrada morta posteriormente no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, com sinais de extrema violência.

Segundo informações obtidas pelo Via Certa Natal, a mulher teria tido as orelhas e a língua arrancadas. A dinâmica do crime e a motivação do assassinato ainda serão investigadas pelas autoridades.

Uma das linhas que deverá ser apurada é a possível relação entre o homicídio e a atuação da mulher como informante no caso ocorrido em agosto, quando as forças de segurança conseguiram impedir a possível execução da outra vítima.

Até o momento, não há confirmação oficial de que o assassinato tenha sido cometido como retaliação pela participação da mulher no resgate.






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