Relógio de alto padrão é esquecido em banheiro do Porto Velho Shopping e dono cobra imagens para identificar quem levou

Jornalismo — OMadeira
Um relógio da marca Tommy Hilfiger foi deixado acidentalmente dentro do banheiro do Porto Velho Shopping, em Porto Velho, e o proprietário agora tenta recuperar o bem e identificar a pessoa que teria encontrado o objeto e deixado o local sem devolvê-lo.
Segundo o relato do proprietário, ele esteve no shopping neste domingo (27), após comprar o relógio em uma loja da Vivara, localizada dentro do próprio centro de compras. Por estar carregando várias sacolas, ele teria colocado o relógio dentro de uma delas e, ao retirar os objetos no banheiro, acabou deixando a sacola com o relógio para trás.
O homem conta que só percebeu posteriormente que o relógio havia ficado no banheiro. Ao retornar ao local, o objeto já não estava mais onde havia sido deixado.
A situação foi registrada em boletim de ocorrência, e o proprietário aguarda que as imagens do sistema de videomonitoramento possam ajudar a identificar a pessoa que entrou no banheiro depois dele e teria encontrado o relógio.
“Achado não é roubado”, mas ficar com um objeto perdido pode configurar crime
O caso também chama atenção para uma dúvida bastante comum: o que acontece quando alguém encontra um objeto perdido e decide ficar com ele?
O Código Penal trata especificamente da situação. O artigo 169, parágrafo único, inciso II, estabelece o crime de apropriação de coisa achada para quem encontra coisa alheia perdida e dela se apropria, deixando de restituí-la ao proprietário ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente dentro do prazo de 15 dias. A pena prevista é a mesma do artigo 169: detenção de um mês a um ano ou multa.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios também explica que o popular “achado não é roubado” não significa que a pessoa possa simplesmente ficar com aquilo que encontrou. Segundo a orientação do tribunal, quem encontra um bem perdido deve procurar o proprietário ou, não sendo possível identificá-lo, entregar o objeto à autoridade competente.
No caso do relógio deixado no Porto Velho Shopping, a situação deverá ser analisada pelas autoridades a partir das circunstâncias concretas, das imagens e dos demais elementos que possam ser reunidos na investigação.
Shopping possui sistema de câmeras
A busca pelas imagens é uma das principais expectativas do proprietário. O Porto Velho Shopping mantém estrutura de segurança e informa oficialmente que possui uma base de segurança no primeiro piso, além de serviço de Achados e Perdidos. O empreendimento também disponibiliza canais de atendimento ao consumidor.
Em ocorrência recente registrada no próprio shopping, câmeras de segurança foram utilizadas para identificar a movimentação de suspeitos e auxiliar na ação da Polícia Militar.
Em uma investigação policial, as imagens podem ser solicitadas às autoridades responsáveis para auxiliar na identificação da pessoa que aparece nas gravações.
Proprietário faz apelo
O dono do relógio afirma que sua intenção principal é recuperar o objeto e identificar o que aconteceu. Ele espera que, com o registro da ocorrência e a preservação das imagens, seja possível descobrir quem entrou no banheiro depois dele e encontrou o relógio.
O apelo é para que quem tenha encontrado o objeto faça a devolução antes que a investigação avance e a pessoa seja identificada pelas imagens.
O proprietário também questiona a demora para obter informações sobre as gravações e pede que o shopping preserve e disponibilize o material às autoridades responsáveis pela investigação.
O caso segue registrado em boletim de ocorrência e poderá ser esclarecido a partir das imagens de segurança e de outros elementos que venham a ser levantados.
O espaço permanece aberto para que o Porto Velho Shopping se manifeste sobre o caso e esclareça quais providências estão sendo adotadas em relação às imagens das câmeras de segurança.




