Ataques em Rondônia: 21 pessoas são condenadas e penas chegam a 40 anos de prisão

Jornalismo — OMadeira
A Justiça de Rondônia condenou 21 pessoas investigadas por envolvimento nos ataques registrados em Porto Velho e outras cidades do estado em janeiro de 2025. As penas determinadas no processo chegam a 40 anos, 4 meses e 15 dias de prisão.
A decisão foi proferida pela 3ª Vara Criminal de Porto Velho, após denúncia apresentada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Os envolvidos foram responsabilizados por crimes como participação em organização criminosa, incêndio, tentativa de incêndio, explosão e dano qualificado. Os nomes dos condenados não foram divulgados.
Ataques tinham diferentes alvos
Conforme apontado durante a investigação, a estrutura criminosa teria sido dividida entre pessoas que planejavam as ações, transmitiam determinações e executavam os ataques.
Parte das instruções, segundo as apurações, era repassada por meio de aplicativos de mensagens. As autoridades também identificaram o envio de ordens a partir do sistema prisional, com posterior distribuição das orientações aos demais integrantes.
Entre os episódios investigados estão incêndios e tentativas de incêndio contra ônibus escolares, veículos do transporte coletivo, automóveis particulares e imóveis públicos, além de ações de depredação.
Condenações
Quatro dos réus receberam as penas mais elevadas do processo: 40 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, com início do cumprimento em regime fechado. Além da prisão, eles também foram condenados a penas de detenção e ao pagamento de multas.
Outro condenado recebeu 27 anos, 5 meses e 25 dias de prisão, também acompanhado de outras sanções previstas na sentença.
Para os demais réus, as penas foram estabelecidas individualmente, levando em consideração os crimes pelos quais cada um foi responsabilizado.
A sentença também determinou a destruição de parte dos materiais recolhidos durante as investigações. Armas e munições deverão ser encaminhadas ao Exército, enquanto outros itens apreendidos, como recipientes que continham gasolina, um simulacro de arma de fogo e aparelhos celulares, também deverão ser destruídos conforme determinado pela Justiça.

Operação investigou participação de integrantes
As apurações foram conduzidas pela Polícia Civil de Rondônia, com atuação conjunta de diferentes órgãos especializados. Participaram dos trabalhos o Gaeco, a Delegacia Especializada em Repressão a Extorsões, Roubos e Furtos (DERF), a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado de Rondônia (FTICCO/RO) e a Polícia Técnico-Científica (Politec).
O objetivo foi esclarecer como funcionava a estrutura responsável pelos ataques, além de identificar possíveis responsáveis pelo planejamento, pelas ordens e pela execução das ações contra alvos públicos e privados.
Em 20 de agosto de 2025, a chamada Operação Escudo de Rondônia cumpriu 31 mandados de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão, todos autorizados judicialmente.
A ação mobilizou agentes da Polícia Civil, DERF, FTICCO/RO, Politec, Grupo de Ações Penitenciárias Especiais (Gape), Secretaria de Estado da Justiça e Gerência de Aviação do Estado (Gave).
Segunda condenação relacionada aos ataques
A decisão representa a segunda condenação judicial ligada à onda de ataques ocorrida em janeiro de 2025.
Em março de 2026, outras 11 pessoas foram condenadas em um processo relacionado à Operação Rescaldo, que também investigou a participação de envolvidos nos episódios registrados naquele período.



